Atuações do Botafogo contra o Internacional: vocação para a desgraça

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Botafogo foi atropelado no Beira-Rio
Foto: Vítor Silva/Botafogo

Botafogo foi atropelado no Beira-Rio

A verdade precisa ser dita ou escrita. O Botafogo de Tite é pior do que o time treinado por Franclim Carvalho, demitido em razão de uma jornada trágica na altitude de Cusco, há cerca de dois meses. Em cinco jogos, o time só venceu a lanterna Chapecoense e de forma suada. Neste sábado (24), o Glorioso, na luta contra o rebaixamento, confirmou a sua vocação para a desgraça e perdeu para o Internacional por 3 a 0, no Beira-Rio, pela rodada 32 do Campeonato Brasileiro. A Coluna do Léo Pereira está revoltadíssima. Leia, na sequência, como avaliamos o desempenho dos alvinegros nos Pampas.

AS ATUAÇÕES DOS JOGADORES DO BOTAFOGO

BATISTA – Começou trabalhando muito, inclusive, com os pés. No entanto, não segurou o bombardeio colorado. Os gols do Inter eram questão de minutos. Ainda fez uma defesa aqui e outra ali para se eximir da culpa pelo desastre em Porto Alegre – NOTA: 6,0

VITINHO – Sempre batido no primeiro pau quando o Inter tinha um escanteio pelo lado esquerdo do ataque. Borrou-se até mesmo quando não havia nenhum jogador adversário por perto. Parecia assustado. Pouco apareceu para colaborar ofensivamente – NOTA: 2,5

FERRARESI – Muitas vezes, precisou se redobrar por Marçal. Evitou que um boneco do Colorado ficasse sozinho para abrir o placar no começo do jogo. Rechaçou ataques rivais. No fim, não conseguiu mais acertar os botes – NOTA: 5,5

MARÇAL – Assistência primorosa para Bahia marcar para o Internacional. Matou, com o desvio, a defesa do Botafogo. Enrolou-se com o campo molhado e perdeu duelos em velocidade. Trágico e péssimo na bola aérea. Mais perdido do que dentadura em boca de banguela – NOTA: ZERO

TELLES – Falhou de forma grosseira no lance que seria o terceiro do Inter. Sorte que foi salvo por um erro do juiz. Chegou algumas vezes atrasado para impedir os centros na área do Botafogo. Cedeu espaços. Apenas um bom cruzamento ao longo do prélio – NOTA: 3,0

ALLAN – Tenta morder e ser uma espécie de carrapato, mas não consegue tirar a bola de ninguém. Defende e ataca muito mal. Saiu, assim, no segundo tempo, para a entrada de Domingos – NOTA: 1,0

MEDINA – Mais uma vez, falhou na conclusão. Parece que não tem força para chutar. Marcou frouxo e não ajudou o inépto Allan. Não justifica ser titular, pois não está em um bom momento – NOTA: 2,0

DANILO – Tirou um gol do Internacional na primeira etapa. O mais lúcido do meio de campo. Fintou, qualificando o passe e as enfiadas. Caiu um pouco durante o segundo tempo. Saiu, assim, para a entrada de Huguinho – NOTA: 6,0

MONTORO – O Monstrinho limitou-se a fazer algumas firulas. Novamente, achou que era o Maradona. Joga quando está com vontade. Em Porto Alegre, não parecia muito ligado no prélio. Apagadíssimo. Levou o amarelo para descansar contra o Remo. Belém é muito longe – NOTA: ZERO

MARTINS – Ingênuo no primeiro gol dos caras. Levou um come desconcertante do possante Aguirre. No ataque, porém, descolou bons cruzamentos e progrediu corretamente com dribles curtos. Quase marca um golaço no ato do espetáculo. Saiu, depois, para a entrada de Ziyech – NOTA: 6,0

TIQUINHO – Na única bola que sobrou, parou na defesa do goleiro anfitrião. Quase não saiu da área para fazer o pivô e gerar jogo. Estático demais. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Cabral – NOTA: 5,0

DOMINGOS – Plantadão, conseguiu ter a carteira batida. Não protegeu de forma adequada a limitada zaga alvinegra – NOTA: 3,0

JÚNIOR SANTOS – O Anjo das Pernas Confusas foi o triatleta da noite. Corre, pedala e NADA – NOTA: 2,5

ZIYECH – A “Síndrome de Arcanjo” evitou o seu primeiro gol pelo Botafogo. Contra o Glorioso, qualquer goleiro desconhecido vira o Neuer. Em seguida, ainda acertou um míssil na trave, em uma linda virada de corpo. Ou seja, muito mais incisivo. Às vezes, tentou definir sozinho. E fez o certo, pois sobra tecnicamente – NOTA: 6,5

CABRAL – Inoperante. A bola foge dele – NOTA: 2,0

HUGUINHO – Rendeu um pouco mais, na primeira vez, como, de fato, um “8”. Mas não conseguiu combater sem cometer faltas – NOTA: 4,5

TÉCNICO: TITE – Ressuscita defunto. Postura abjeta de um time que se prepara a semana inteira para apresentar um futebol paupérrimo, de rebaixado. Escalou mal. Manter Allan e Medina é uma afronta à inteligência do torcedor alvinegro. Defesa continua exposta. Poderia ter perdido por mais – NOTA: ZERO



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