Botafogo não realiza as funções vitais e carece de metabolismo

Esportes


Botafogo se esforça para chegar ao Z4
Foto: Vítor Silva/Botafogo

Botafogo se esforça para chegar ao Z4

Da mais alta cúpula ao campo, o retrato do Botafogo é: um associativo incompetente com 99,9% das ações do futebol e decisões desastradas ao longo do ano, como, por exemplo, a tentativa de refundar o Boavista com a estrutura do Glorioso. Um treinador que não consegue extrair nada do elenco e já amarga o pior aproveitamento da era SAF. Uma defesa com números alarmantes, sendo a segunda mais vazada do Campeonato Brasileiro. Um centroavante que não marca ou garante, pelo menos, uma assistência há 17 jogos. Um astro de Seleção Brasileira que nunca entra em campo às vésperas de uma Data Fifa. Um camisa 10 argentino que se considera o Maradona e só joga quando quer. Um capitão que parece um idoso de 80 anos. E, por fim, uma torcida que virou as costas ao time e deixou o Estádio Nilton Santos com públicos irrisórios durante a temporada. A crise passa por todos estes atores.

O Botafogo de João Paulo Magalhães, Tite, Cabral, Danilo, Montoro, Telles e companhia, além dos desonestos de plantão, é um desastre retumbante. Uma equipe descompromissada e com alma da Série B. No Brasileirão-2026, a Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sempre colocou o Mais Tradicional com baixíssimas probabilidades de queda: de 2% a 5%. O problema é que, a cada rodada, o Alvinegro tem se esforçado para contrariar este prognóstico e chegar ao último jogo do ano, em dezembro, contra o Santos, na Vila Belmiro, com a corda no pescoço. Após suar sangue para vencer a lanterna Chapecoense por 1 a 0, em casa, o Glorioso só precisava de seis pontos em sete compromissos para resolver a vida, independentemente de outros resultados. Sem sair do lugar, no entanto, a equipe continua com a obrigação dos mesmos dois triunfos, agora, contudo, em cinco embates.

Botafogo vai derretendo

O derretimento do Botafogo ocorre no pior momento possível. Afinal, o time alvinegro enfrentou dois adversários do Z4, em uma oportunidade única para encaminhar a salvação, e voltou para o Rio de Janeiro com fragorosas derrotas para Internacional e Remo. Aquelas porcentagens ínfimas de rebaixamento, na frieza dos números, não acompanham o desempenho de uma equipe que assumiu o posto do pior futebol praticado na elite do futebol brasileiro. Sim! O último lugar da liga nacional apresenta melhores indicativos do que o grupo comandado por Tite. O Glorioso é sinônimo de uma apatia. Um organismo inanimado, ou seja, não realiza as funções vitais e carece de metabolismo.

O que este plantel, com o salário em dia, deseja provar? Em toda entrevista, no intervalo de um jogo, aliás, algum jogador sentencia que o Botafogo não consegue transmitir para o campo o que treina no Espaço Lonier e lamenta um gol sofrido no início do primeiro tempo. Teoria e prática não dialogam mais no Mais Tradicional. O discurso é enfadonho e repetitivo. Há, por acaso, algo podre no reino da Dinamarca? Tudo indica que a frase célebre de “Hamlet“, de William Shakespeare, parece fazer sentido. Tudo se desenha para um desfecho indesejável, assim como na tragédia do dramaturgo britânico.

*Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *