Conheça o núcleo que impulsiona o projeto de Ancelotti na Seleção

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Após uma estreia difícil, o Brasil deixou boa impressão nas duas partidas seguintes da fase de grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026™ para liderar o Grupo C. No início do mata-mata, o time mostrou que realmente está com o futebol e as emoções em dia ao vencer o Japão num duríssimo teste, em Houston, com gol da virada no quinto minuto de acréscimo do segundo tempo.

À frente desse crescimento está Carlo Ancelotti, que assumiu o comando em maio de 2025. Depois de uma carreira inteiramente construída no futebol de clubes, o italiano precisou adaptar seus métodos ao trabalho em uma seleção nacional. Pouco mais de um ano depois, a integração parece completa. Para colocar o projeto em prática, Ancelotti reuniu ao seu redor vários profissionais que o acompanham há boa parte da carreira.

Davide Ancelotti, uma segunda voz nas decisões

Filho de Carlo Ancelotti, Davide é o principal auxiliar do treinador. Formado em Ciências do Esporte e dono da licença UEFA Pro, iniciou a carreira como preparador físico antes de migrar para funções táticas. Além de participar das decisões técnicas, seu papel também passa por debater as escolhas do pai e oferecer diferentes perspectivas.

Embora conheça como poucos a metodologia de Carlo, Davide desenvolveu ideias próprias e uma forma bastante direta de participar tanto dos treinamentos quanto das partidas. Sua experiência como técnico do Botafogo durante o segundo semestre de 2025 também lhe permitiu conhecer de perto as particularidades do futebol brasileiro. Após retornar à Seleção para a preparação final da Copa do Mundo, ele iniciará um novo desafio no comando do Lille assim que o torneio terminar.

Paul Clement, um parceiro histórico de Ancelotti

O inglês Paul Clement é um dos colaboradores mais antigos de Carlo Ancelotti. Sua trajetória começou longe dos grandes palcos, como professor de Educação Física e treinador das categorias de base.

Na Seleção Brasileira, Clement exerce papel fundamental na preparação e condução dos treinamentos — uma função ainda mais importante no futebol de seleções, onde o calendário oferece poucos dias de trabalho entre uma partida e outra. Entre as convocações, também acompanha de perto os jogadores brasileiros que atuam na Europa e costuma viajar ao lado de Ancelotti para observá-los.

Francesco Mauri, o “sobrinho” de Carlo que conecta todas as áreas

Filho de Giovanni Mauri, ex-integrante da comissão técnica de Carlo Ancelotti, Francesco Mauri é considerado praticamente como um “sobrinho” do treinador e é um dos profissionais mais versáteis da equipe. Sua carreira começou ligada à preparação física e à reabilitação de atletas, mas, ao longo dos anos, suas responsabilidades cresceram até transformá-lo em um auxiliar com forte influência nas decisões táticas.

Na Seleção Brasileira, participa da elaboração dos treinamentos, do controle de carga, dos ajustes táticos e também das jogadas de bola parada. Na última passagem pelo Real Madrid ao lado de Ancelotti, ganhou destaque pelo desenvolvimento de jogadas ensaiadas, entre elas o escanteio que originou o gol de Dani Carvajal na final da Liga dos Campeões da UEFA de 2024.

Mino Fulco, responsável pelo rendimento… e pela recuperação

Mino Fulco trabalha ao lado da equipe de preparadores físicos, mas suas funções vão muito além do planejamento dos treinamentos. Seu principal objetivo é garantir que os jogadores cheguem às partidas nas melhores condições possíveis.

Também atua como elo entre a comissão técnica, os preparadores físicos e o departamento médico, acompanhando o estado físico dos atletas e todo o processo de recuperação após cada jogo. Em uma Copa do Mundo marcada por longas viagens, mudanças de fuso horário e calendário apertado, seu trabalho ganha ainda mais importância.

Simone Montanaro, os olhos por trás das imagens

Simone Montanaro é o principal analista de desempenho do núcleo italiano da comissão técnica. Iniciou sua carreira na Roma, trabalhou posteriormente com Vincenzo Montella e, mais tarde, passou a integrar a equipe de Carlo Ancelotti.

Ao lado do treinador da Seleção, acumulou experiências por Napoli, Everton e Real Madrid, especializando-se na análise de adversários e competições dos mais diferentes contextos. Hoje, Montanaro é responsável por estudar tanto o funcionamento da própria Seleção Brasileira quanto os comportamentos dos adversários.

Luigi Lasala, um velho conhecido que voltou ao grupo

Luigi Vito Lasala, conhecido como Gigi La Sala, passou a integrar a estrutura da Seleção Brasileira em julho de 2025 por recomendação direta de Carlo Ancelotti. É um dos colaboradores mais antigos do treinador e já havia trabalhado com ele em clubes como Parma e Chelsea, embora estivesse há alguns anos longe de sua comissão técnica. Contratado pela CBF como observador técnico, sua principal missão é aprofundar o estudo dos adversários, elaborando relatórios específicos sobre cada próximo compromisso da Seleção.

A comissão técnica de Carlo Ancelotti também conta com profissionais brasileiros, que conhecem profundamente a estrutura da CBF e trazem a experiência acumulada dentro da Seleção. A combinação entre os dois grupos permitiu ao treinador italiano implantar sua metodologia sem abrir mão da identidade da pentacampeã mundial. O desempenho apresentado durante a fase de grupos representa a primeira grande resposta de um projeto construído para recolocar a Canarinha no topo do futebol mundial.

* ascom/Fifa

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