Conselho do São Paulo rejeita reforma do Estatuto e veta estudo de SAF

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Tricolor vive momento conturbado em sua política
Foto: divulgação / São Paulo FC

Tricolor vive momento conturbado em sua política

O Conselho Deliberativo do São Paulo reprovou nesta quinta-feira (27) todas as propostas apresentadas para a reforma do Estatuto Social do clube. Ao todo, o texto continha 54 alterações divididas em 11 blocos temáticos, além de um 12º item que tratava sobre a realização de estudos de viabilidade para a transformação do futebol tricolor em SAF. O colegiado rejeitou integralmente cada um dos tópicos votados.

A votação ocorreu de maneira híbrida, reunindo cédulas presenciais e votos virtuais entre a noite de quarta-feira e a tarde desta quinta. De um total de 255 conselheiros aptos, 239 participaram do processo.

Nesse sentido, o resultado marcou uma vitória política expressiva dos grupos aliados ao presidente Harry Massis. Os correligionários da situação articularam a rejeição das medidas alegando falta de tempo hábil para analisar o impacto das mudanças, sobretudo pelo cenário pré-eleitoral que antecede o pleito presidencial de dezembro.

Votação detalhada por blocos temáticos

Resultado da Votação no Conselho Deliberativo
Bloco Temático Votos Contrários Votos Favoráveis
Integridade, Ouvidoria e Compliance 122 (52,94%) 111 (46,64%)
Governança e Separação de Funções 127 (53,96%) 109 (45,80%)
Planejamento, Orçamento e Execução 125 (52,52%) 112 (47,06%)
Contratos e Continuidade Administrativa 130 (54,62%) 107 (44,96%)
Segurança Jurídica e Quórum Estatutário 126 (52,94%) 110 (46,22%)
Transparência Financeira e Gestão 123 (51,68%) 114 (47,90%)
Conselho Fiscal 126 (52,94%) 111 (46,64%)
Responsabilidade de Dirigentes 123 (51,68%) 114 (47,90%)
Conselho de Administração 131 (55,04%) 106 (44,54%)
Receitas Digitais e Exploração da Marca 122 (51,26%) 114 (47,90%)
Transparência e Prestação de Contas 125 (52,52%) 112 (47,06%)
Estudo de Viabilidade para SAF 136 (57,14%) 99 (41,60%)

Principais mudanças rejeitadas na estrutura de poder no São Paulo

O projeto previa uma reformulação profunda no Conselho de Administração. Pela proposta derrotada, o colegiado passaria a ter maioria de membros independentes (cinco das nove cadeiras), contratados por consultorias de executivos e sem o teto salarial atual.

Além disso, o presidente do clube perderia o comando automático desse conselho. O departamento de compliance também passaria a responder diretamente ao Conselho de Administração, com poder para elaborar o orçamento do clube e auditar contratos de jogadores e comissão técnica em até sete dias.



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