Corinthians atrasa acordo que reduziu dívida bruta em R$ 217,4 milhões

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Corinthians volta a atrasar pagamentos do acordo tributário com a União
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Corinthians volta a atrasar pagamentos do acordo tributário com a União

Sem quitar prestações de outubro, o Corinthians voltou a atrasar pagamentos do acordo tributário com a União e acumula R$ 26,15 milhões em parcelas vencidas. O Alvinegro não acertou as prestações do dia 30 do mês passado dos débitos previdenciários e não previdenciários mesmo após a renegociação com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que reduziu a dívida de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões.

O contrato prevê a possibilidade de rescisão quando há três parcelas sem pagamento, consecutivas ou alternadas. Embora o Corinthians tenha chegado a cinco prestações em aberto na modalidade não previdenciária, a PGFN ainda não acionou a cláusula. O Ge também informou que a cúpula alvinegra não se manifestou publicamente sobre o tema.

Em outubro, o clube desembolsou mais de R$ 8 milhões para quitar quatro parcelas previdenciárias atrasadas. O pagamento regularizou aquelas pendências, mas a prestação seguinte venceu no dia 30 e não foi paga. Os valores em atraso estão divididos entre débitos previdenciários (no valor de R$ 2.001.982,48, referentes à parcela de 30 de outubro) e débitos não previdenciários (R$ 24.148.080,90, correspondentes a cinco parcelas em aberto).

Eventual rescisão com o Corinthians

Assinado em 2026, o acordo concedeu desconto de 46% sobre a dívida e estabeleceu prazos diferentes para o pagamento. O clube concordou em quitar os débitos não previdenciários em 120 prestações e os previdenciários em 60. Essa renegociação, porém, provocou polêmica durante a aprovação das contas de 2025. Isso porque embora tenham assinado o contrato neste ano, a gestão incluiu seus efeitos no exercício anterior. A operação reduziu R$ 217,428 milhões na dívida bruta total do Timão.

Uma eventual rescisão restabeleceria o valor original da dívida, sem o desconto, com abatimento apenas das quantias já pagas. As cobranças judiciais e extrajudiciais seriam retomadas. Além disso, o Corinthians também ficaria impedido de firmar novas transações por dois anos, inclusive para dívidas diferentes.

O Alvinegro tem endividamento na casa dos R$ 2,8 bilhões e acumulou déficit de R$ 278,705 milhões entre janeiro e julho de 2026. No futebol masculino, por exemplo, a diretoria deve três meses de direitos de imagem, além de férias e premiações da Conmebol Libertadores e do Campeonato Brasileiro.



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