Corinthians corre risco de transfer ban de um ano por dívida

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Stabile tenta arrumar questão financeira do Timão
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Stabile tenta arrumar questão financeira do Timão

A Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF deu até 3 de dezembro para o Corinthians quitar a dívida de R$ 16 milhões que tem com o órgão. Caso não cumpra, o clube pode sofrer um transfer ban de um ano e ficar sem registrar novos jogadores até 16 de julho de 2027. A informação é do “ge”.

A dívida do Corinthians é referente às duas parcelas, avaliadas em R$ 8 milhões, do acordo coletivo que estão em atraso. Uma venceu em abril e outra em outubro. Com a multa de 25%, o valor chega a R$ 20 milhões.

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Há duas semanas, o Cuiabá, principal credor do Timão, acionou a CNRD e solicitou a extinção do acordo. Além disso, cobrou um transfer ban de dois anos. A Câmara acolheu parcialmente o pedido e estabeleceu um prazo para a quitação das pendências.

“Caso o Corinthians não prove o cumprimento até a referida data (3 de dezembro de 2026), o relator está autorizado a determinar a imediata expedição do ofício à Diretoria de Registro, Transferência e Licenciamento da CBF para que estenda a sanção de proibição de registro de novos atletas aplicada ao Corinthians por um ano […] Ou seja, tendo a sanção sido aplicada em 17 de julho de 2026, o seu novo prazo passará a correr até 16 de julho de 2027”, em trecho da decisão.

Afinal, o Corinthians enfrenta uma punição que vai até 17 de janeiro de 2027. O clube tem outros dois transfer bans ativos pela Fifa pelos não pagamentos das dívidas contraídas nas contratações de Charles e José Martínez.

Plano de pagamento

Para tentar reduzir as dívidas, o Corinthians fez um acordo com a CNRD em abril do ano passado. Trimestralmente, o clube realiza pagamentos de R$ 8 milhões à Câmara, que reparte o montante entre os credores. Juntando clubes, jogadores e empresários, o Timão totaliza uma dívida de R$ 76 milhões.

De cada parcela paga pelo Corinthians, 80% do valor é destinado ao credor principal do processo, enquanto os 20% restantes são utilizados para o pagamento dos honorários advocatícios.



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