Corinthians paga R$ 16,4 mi, mas dívida sobe 12,5 mi

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Osmar Stábile, presidente do Corinthians
Reprodução/YouTube – Corinthians TV

Osmar Stábile, presidente do Corinthians

O Corinthians já desembolsou R$ 16,4 milhões nos cinco primeiros meses do Regime Centralizado de Execuções (RCE), mas ainda assim viu o saldo das dívidas incluídas no plano subir. O valor chegou a R$ 237,4 milhões, segundo atualização divulgada pelo próprio clube e divulgada pelo GE.

Quando os pagamentos começaram, a dívida considerada pelo Corinthians estava em R$ 224,9 milhões. Isso significa que, mesmo depois dos R$ 16,4 milhões pagos, o saldo aumentou cerca de R$ 12,5 milhões. A explicação está principalmente na correção dos débitos pela taxa Selic e na inclusão de valores adicionais devidos a dois credores que fazem parte do RCE.

Dívida já havia aumentado antes da primeira parcela

O crescimento do valor não começou agora. Antes do início dos pagamentos, o Corinthians estimava em R$ 190,8 milhões o montante reunido no RCE. Quando chegou o momento de quitar a primeira parcela, o saldo atualizado já estava em R$ 227,9 milhões.

O regime funciona como uma forma de organizar o pagamento de execuções judiciais contra o clube. Em vez de sofrer sucessivos bloqueios em suas contas por diferentes processos, o Corinthians concentra os débitos em um plano homologado pela Justiça e faz pagamentos periódicos aos credores.

Atualmente, o acordo engloba 40 processos judiciais e 23 credores, entre empresários, fornecedores, jogadores com direitos de imagem a receber e outros débitos cíveis. Dívidas tributárias e o financiamento da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal não fazem parte desse montante de R$ 237,4 milhões.

Empresário tem quase R$ 87 milhões a receber

O maior credor do Corinthians dentro do RCE é o empresário Giuliano Bertolucci, somando os valores ligados a ele e à Bertolucci Assessoria e Propaganda Esportiva. O saldo informado pelo clube em 28 de julho era de R$ 86,9 milhões.

Na sequência aparece a RC Consultoria e Assessoria Esportiva, com R$ 31,4 milhões, seguida pela Talents Sports, com R$ 24,5 milhões.

André Cury, Adriana Cury e a Link Assessoria Esportiva e Propaganda aparecem juntos com R$ 21,7 milhões, enquanto a Fair Play Football Association Participações tem outros R$ 21,4 milhões a receber. Somados, os cinco maiores grupos credores concentram a maior parte do valor atualmente incluído no plano.

Corinthians tem prazo de dez anos

O plano homologado prevê até dez anos para o Corinthians quitar as dívidas incluídas no RCE. O tamanho das parcelas varia conforme as receitas recorrentes do clube e aumenta gradualmente ao longo do acordo.

No primeiro ano, o Corinthians destina ao pagamento o equivalente a 4% de suas receitas recorrentes. Esse percentual sobe para 5% no segundo ano e chega a 6% a partir do terceiro.



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