
‘Batalha de Inajar’ terminou com a morte de dois palmeirenses, em 2012
O Tribunal do Júri condenou, na noite desta terça-feira (6), o corintiano Carlos Roberto de Britto Junior, conhecido como Neguinho, a 16 anos e 4 meses de prisão pela morte do palmeirense Guilherme Vinicius Jovanelli Moreira, de 19 anos. O crime aconteceu na chamada “Batalha da Inajar”, confronto entre torcidas ocorrido em março de 2012, na Zona Norte de São Paulo.
A Justiça determinou o cumprimento da pena inicialmente em regime fechado. O júri considerou o crime como homicídio qualificado por motivo torpe e meio cruel, já que os envolvidos utilizaram uma barra de ferro durante a briga.
Além de Britto Junior, outros nove corintianos responderam ao processo. Entretanto, o Tribunal do Júri absolveu oito deles. Já Mário José Carneiro Pieroni foi condenado por rixa, mas não cumprirá a pena porque a punição prescreveu.
Com isso, apenas Britto Junior deixou o julgamento com uma condenação que resultará em prisão. A defesa, porém, pretende recorrer da decisão.
Confronto terminou com duas mortes
A “Batalha da Inajar” aconteceu em 25 de março de 2012, quando torcedores do Corinthians e do Palmeiras se enfrentaram na Avenida Inajar de Souza. O confronto reuniu centenas de integrantes das duas torcidas e terminou com a morte de André Alves Lezo, de 21 anos, e Guilherme Vinicius Jovanelli, de 19.
Segundo a investigação, a briga teria relação com uma vingança pela morte do corintiano Douglas Karin da Silva, cujo corpo apareceu no Rio Tietê em agosto de 2011. Na ocasião, integrantes das organizadas utilizaram barras de ferro, pedaços de madeira e fogos de artifício.
André morreu depois de sofrer diversos golpes na cabeça. Guilherme também sofreu traumatismo craniano e morreu dois dias depois.
Justiça ainda vai julgar palmeirenses
O processo não terminou completamente. Além dos corintianos julgados agora, nove torcedores palmeirenses também respondem por associação criminosa relacionada ao episódio.
A Justiça ainda não marcou a data para esse julgamento. Assim, mais de 14 anos depois da batalha que marcou a história da violência entre torcidas em São Paulo, o caso ainda terá novos capítulos.
