
Ponte Preta vive uma crise interminável
A crise da Ponte Preta parece não ter fim. Dentro de campo, a Macaca vive seus últimos dias na Série B do Brasileirão, já rebaixada e na lanterna da competição com 26 derrotas em 35 jogos e apenas 15 pontos. Já fora de campo, a equipe de Campinas segue o calvário de uma grave crise financeira.
Nesta terça-feira, a crise teve mais um capítulo. De acordo com a ‘ESPN’, ídolos históricos da Ponte Preta – como Dicá, Nelsinho Baptista e Renato Cajá – e membros da oposição, protocolaram uma denúncia contra os atuais dirigentes do clube no Comitê de Ética da CBF. Desse modo, o grupo pede uma intervenção da entidade na situação de calamidade que vive o clube, com meses e meses de atrasos salariais aos funcionários.
Assinado por cerca de 50 pessoas, o documento enviado para a CBF consta um relatório onde, supostamente, estão numeradas supostas irregularidades e infrações éticas da atual diretoria da Ponte Preta. Segundo a ‘ESPN’, o documento indica “graves indícios de gestão temerária” do presidente Luiz Torrano e o vice-presidente Marco Antônio Eberlin. Os dois cartolas, inclusive, são alvos de pedidos de renúncia por parte de representantes da oposição.
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“A oposição está unida e comprometida com a defesa da Ponte Preta e de sua apaixonada nação de torcedores. Nosso clube centenário está acima de interesses pessoais ou divergências políticas. Estamos somando forças para proteger sua história e construir um futuro com responsabilidade, transparência e planejamento. Defendemos a renúncia de toda a atual diretoria para viabilizar uma transição responsável, buscar soluções imediatas para os atrasos salariais, desenvolver um plano estratégico e atrair investidores sérios, comprometidos com o futuro do nosso futebol e com os anseios da nossa torcida”, diz um trecho do documento protocolado à CBF, segundo a ‘ESPN’.
Apesar de ter conquistado o título da Série C e o acesso em 2025, a Ponte Preta já vivia uma crise financeira. O problema estourou de vez nesta temporada, já durante o Paulistão. A Macaca ficou impedida de registrar novos jogadores e acabou rebaixada para a Série A2. Já na Série B, a equipe de Campinas foi rebaixada com sete rodadas de antecedência – o mais precoce da história da divisão – e chegou a recorrer a atletas da base para não tomar um W.O durante a competição por conta de uma greve de jogadores pelos atrasos salariais.
