de Alisson a Vini Jr., Brasil só melhora a cada jogo

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Vinícius Júnior e Bruno Guimarães comemorando o gol da seleção brasileira
Rafael Ribeiro / CBF

Vinícius Júnior e Bruno Guimarães comemorando o gol da seleção brasileira

Foi uma noite em que tudo deu certo. A  Seleção Brasileira fez uma partida bem segura contra a Escócia, venceu por três a zero, e não há um atleta sequer que tenha jogado mal. Isto é um sinal claro de que a organização do time potencializa o talento individual dos jogadores.

O melhor de todos, claro, é  Vini Jr. O atacante do Real Madrid assumiu o protagonismo da Seleção e mostra que também tem cacife para brigar na concorrida prateleira de cima dos craques desta Copa do Mundo

Afinal, o camisa sete brasileiro marcou quatro gols nas três partidas deste mundial e  já figura na vice-artilharia da competição, ao lado de Mbappé e Haaland, à frente de Cristiano Ronaldo (2 gols) e só atrás de Lionel Messi (5 gols).

Ainda falando sobre o ataque da Seleção comandada por Ancelotti, outra boa notícia é que o jovem Rayan, de 19 anos, não deixou a torcida sentir saudades do lesionado Raphinha. O ex-atleta do Vasco inclusive deu uma assistência para o primeiro gol de Vini Jr. 

O “losango” de Ancelotti

Depois que o Brasil foi atropelado por Marrocos no primeiro tempo da estreia na Copa, Ancelotti trocou o esquema tático e  montou o meio-campo da Seleção como se fosse um losango, a partir da vitória por três a zero sobre o Haiti, na segunda rodada. 

Como resultado, todas as peças do setor cresceram de produção pelo segundo jogo consecutivo. Diante da Escócia, Bruno Guimarães teve uma atuação impecável, com direito a duas assistências. Para muitos foi o melhor em campo. 

Por sua vez, Matheus Cunha  agarrou a oportunidade com unhas e dentes. Tornou-se um jogador imprescindível para o esquema tático, tendo dinâmica e garra para ser letal como atacante (já tem três gols na Copa) e ainda ajudar bastante a marcar os adversários.

Deu tempo até de testar Neymar. Como esperado, o craque do Santos teve atuação discreta, está sem ritmo de jogo pois não disputava uma partida oficial há quase 40 dias. Mas ganhou minutos importantes em campo e pode ser mais útil adiante

Na defesa, há duas boas notícias. Douglas Santos tem se mostrado um lateral-esquerdo bem confiável. E Alisson já fez mais defesas nos últimos dois jogos, do que nas edições das Copas de 2018 e 2022, em que ele foi discretamente o goleiro titular da Seleção.

Contudo, é importante ressaltar que o Brasil ainda tem um time em formação. E, por Ancelotti ter pouco mais de um ano no cargo, a Seleção ainda está atrás de potências como França, Argentina, Espanha, Alemanha e Holanda.

Mas o Brasil dá sinais de que está no caminho certo e evoluindo a cada partida. Quando vários jogadores começam a render melhor em campo ao mesmo tempo, é sinal de que o trabalho do treinador encaixou. Então, que venha a próxima fase! 



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