“Efeito Endrick” gera supervalorização em base do Palmeiras

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Cesar Greco/Palmeiras

“Efeito Endrick” impulsionou as vendas de atletas da base do Palmeiras

A venda de Endrick ao Real Madrid marcou um novo momento para a base do Palmeiras. Depois da negociação do atacante, que teve €35 milhões fixos e poderia chegar a €60 milhões com bônus, o clube voltou a negociar jovens formados na Academia por valores próximos ou até superiores. Estêvão, Vitor Reis e Allan são alguns dos nomes que ajudam a mostrar como as joias palmeirenses passaram a chamar ainda mais atenção no mercado europeu.

Depois de Endrick, outros jogadores da base do Palmeiras também passaram a render cifras milionárias ao clube. Estêvão foi vendido ao Chelsea por €34 milhões fixos, com mais €27 milhões previstos em bônus. Vitor Reis seguiu o mesmo caminho e foi negociado com o Manchester City por €37 milhões.  

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Estêvão foi o primeiro jogador da base a se destacar após a venda de Endrick
Cesar Greco/Palmeiras

Estêvão foi o primeiro jogador da base a se destacar após a venda de Endrick

Estêvão e Vitor Reis mantiveram o novo patamar

Estêvão foi um dos primeiros casos a reforçar o novo momento da base palmeirense. Em setembro de 2024, meses depois de sua negociação com o Chelsea, o atacante teve seu valor de mercado aumentado de €30 milhões para €40 milhões pelo Transfermarkt. A transferência para o clube inglês havia sido fechada por €34 milhões fixos, com outros €27 milhões previstos em bônus, podendo chegar a €61 milhões. Em junho de 2025, a avaliação de Estêvão na plataforma chegou a €60 milhões.

Vitor Reis teve uma trajetória parecida em relação à valorização. O zagueiro apareceu pela primeira vez no Transfermarkt em setembro de 2024, avaliado em €10 milhões. Quatro meses depois, foi vendido ao Manchester City por €37 milhões. A diferença de €27 milhões entre a primeira avaliação e o valor da transferência mostra como o mercado passou a apostar alto no potencial dos jogadores formados pelo Palmeiras.

Os dois casos aconteceram em um intervalo curto e ajudam a dimensionar o novo patamar alcançado pela base do clube. Mesmo sem experiência no futebol europeu, Estêvão e Vitor Reis deixaram o Palmeiras por valores que os colocaram entre as principais negociações recentes envolvendo jogadores formados no Brasil.

Allan foi vendido por valor milionário ao Manchester City
Reprodução/Instagram

Allan foi vendido por valor milionário ao Manchester City

Allan supera Endrick em valor fixo

Allan teve um caminho diferente até chegar ao futebol europeu. Enquanto Endrick e Estêvão ganharam espaço rapidamente no profissional, o atacante precisou de mais tempo para conquistar uma vaga no elenco principal. Pouco mais de um ano antes da negociação com o Manchester City, ele chegou a ser considerado para um empréstimo por ainda não estar pronto para o time principal.

A mudança aconteceu rapidamente. Em maio de 2026, Allan tinha valor de mercado de €20 milhões segundo o Transfermarkt. Poucos meses depois, o Palmeiras acertou sua venda ao Manchester City por €37,5 milhões fixos, com mais €2,5 milhões em bônus. Se todas as metas forem atingidas, o negócio chegará a €40 milhões.

Em valores fixos, Allan já supera os €35 milhões garantidos pelo Palmeiras na venda de Endrick. A comparação muda quando os bônus entram na conta, já que a negociação do atacante com o Real Madrid poderia chegar a €60 milhões.

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Vitor Reis
(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Vitor Reis

A base virou uma das principais fontes de receita

O crescimento das cifras também aparece nos balanços do Palmeiras. A receita com negociações de atletas passou de R$187 milhões em 2023 para R$440,3 milhões em 2024, um aumento de aproximadamente 135%. Segundo o próprio clube, o crescimento teve como principais responsáveis as vendas de Endrick e Luis Guilherme.

Em 2025, a receita bruta com transferências chegou a R$653,2 milhões, com R$602,2 milhões de ganho líquido. Apenas Vitor Reis e Estêvão representaram cerca de R$369 milhões da receita registrada pelo Palmeiras naquele ano. Thalys, vendido ao Almería por €6 milhões, também entrou na lista e mostra que o clube consegue gerar valores relevantes mesmo com jogadores que tiveram uma participação menor no time principal.

Endrick, portanto, não foi apenas mais uma grande venda da base palmeirense. A negociação com o Real Madrid ajudou a colocar a formação do clube em outro nível de exposição internacional, enquanto os negócios seguintes mantiveram as cifras elevadas. Estêvão, Vitor Reis e Allan mostram que o Palmeiras passou a ter um poder de negociação cada vez maior quando suas principais promessas chegam ao mercado europeu.



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