
Dorival quer seguir no clube, mas aguarda definição política
O São Paulo se aproxima de uma mudança de gestão com uma decisão importante pendente no futebol. O técnico Dorival Júnior tem contrato até 31 de dezembro e deseja permanecer na próxima temporada, mas ainda não sabe se será mantido no cargo. A definição ficará para a diretoria que assumir após a eleição presidencial, marcada para a primeira quinzena de dezembro.
Ao longo do tempo, Hernán Crespo deixou o posto em março, Roger Machado assumiu e saiu em maio, quando Dorival retornou. Se o atual treinador não continuar em 2027, o clube fechará 2026 com três trocas em aproximadamente dez meses e quatro técnicos envolvidos na sequência.
Uma decisão que vai além do banco de reservas do São Paulo
A sucessão presidencial também pode influenciar a continuidade do diretor executivo de futebol, Rafinha. Dorival e sua comissão mantêm boa relação com o ex-lateral, apontada como um dos fatores que podem favorecer a permanência do treinador. A composição política do Conselho, porém, torna o futuro da estrutura esportiva parte das decisões da próxima administração.
Marcelinho Portugal representa a oposição, enquanto Vinícius de Medeiros foi definido como candidato da situação. A disputa pode determinar não apenas quem comandará o clube, mas também quais profissionais terão espaço no planejamento de 2027. O futuro de Dorival está, portanto, ligado a uma escolha que ainda depende do resultado eleitoral.
O histórico recente ajuda a dimensionar a frequência das mudanças. Desde fevereiro de 2021, o São Paulo passou por seis alterações efetivas antes da sequência de 2026. No período, Fernando Diniz, Crespo, Rogério Ceni, Dorival, Thiago Carpini e Luis Zubeldía ocuparam o cargo, com Crespo e Dorival tendo mais de uma passagem. A saída de Dorival em dezembro elevaria o ritmo de mudanças em relação aos cinco anos anteriores.
O comandante tricolor já sinalizou que o salário não é o principal obstáculo para seguir no Morumbi. De acordo com informações publicadas pelo portal “Uol”, ele está satisfeito com o ambiente de trabalho e tem pretensão de continuar. Por outro lado, não há renovação acertada, e qualquer negociação dependerá da avaliação da nova presidência sobre o projeto esportivo e as condições financeiras do clube.
