Elenco do Corinthians tenta recuperar união em meio à crise

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Atrasos salariais e falta de respostas ampliam insatisfação dos jogadores
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Atrasos salariais e falta de respostas ampliam insatisfação dos jogadores

A prioridade no Corinthians passou a ser reconstruir a sintonia dentro do elenco antes que a crise fora de campo comprometa ainda mais a luta pela permanência na 1ª divisão. De acordo com o portal “Uol”, os jogadores querem concentrar as atenções no futebol e evitar que as disputas políticas do clube contaminem a rotina no CT Joaquim Grava.

O presidente Osmar Stabile negou a existência de incômodo de atletas com pagamentos atrasados após o revés para o Vasco. Nos bastidores, porém, a insatisfação é maior do que a versão pública da presidência sugere. Pessoas próximas ao grupo relatam perda de confiança na diretoria, principalmente pela falta de respostas concretas sobre salários, direitos de imagem e premiações. Ainda assim, os jogadores não consideram que exista uma divisão irreversível entre eles.

Eliminação na Libertadores marcou mudança no Corinthians

O grupo já encontrou força coletiva em outros momentos de pressão. Em 2024, o Timão reagiu na luta contra o rebaixamento e, em 2025, conquistou o Paulistão e a Copa do Brasil. No início deste ano, a vitória na Supercopa do Brasil também foi acompanhada por um pacto entre os atletas, que estabeleceram a Libertadores como objetivo.

A relação com a cúpula também sofreu mudanças ao longo dos últimos meses. A presença frequente do vice-presidente Armando Mendonça em jogos e viagens já causava incômodo, enquanto a confiança em Stabile diminuiu gradualmente diante da dificuldade de obter garantias sobre os compromissos financeiros.

Entre os episódios que aumentaram a desconfiança estão relatos de jogadores que teriam recebido, por meio de seus representantes, avisos de que perderiam espaço na equipe. Conforme as fontes ouvidas, algumas dessas mensagens chegavam aos empresários após conversas com figuras políticas próximas à presidência. As saídas do executivo Fabinho Soldado (agora no Internacional), do técnico Dorival Júnior (agora no São Paulo) e, mais recentemente, de Marcelo Paz também reforçaram a preocupação do elenco com a autonomia do futebol.

Paz, anteriormente no Fortaleza, era visto pelos atletas como um interlocutor que tentava encaminhar as demandas financeiras junto à diretoria. Sua saída, portanto, aumentou a sensação de desamparo em um momento de pressão esportiva. Agora, com seis rodadas restantes, o Corinthians ocupa a 18ª colocação, com 33 pontos, dois abaixo do Internacional, primeiro clube fora da zona de rebaixamento. A equipe precisa transformar a tentativa de reconstruir o ambiente interno em resultados e ainda depende de tropeços dos concorrentes para evitar a queda.



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