
Xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan é o proprietário do Manchester City
A condenação do Manchester City por violações das regras financeiras da Premier League começa a ultrapassar os limites do futebol. Segundo informações do jornal britânico ‘The Sun ‘, o caso criou um incidente diplomático entre o Reino Unido e os Emirados Árabes Unidos e levantou preocupações sobre futuros investimentos.
O Manchester City pertence ao grupo ligado ao xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, de Abu Dhabi. Na decisão divulgada pela Premier League, uma comissão independente considerou o clube culpado em praticamente todas as acusações analisadas, relacionadas ao período entre 2009 e 2018.
Entre as acusações, a comissão apontou que o clube teria inflado suas receitas em mais de 900 milhões de libras esterlinas (R$ 6,3 bilhões) por meio de acordos comerciais considerados fraudulentos. O processo também envolveu acusações de falta de cooperação com a investigação.
O City, porém, nega as irregularidades e apresentou recurso contra a decisão. O clube afirma possuir evidências que demonstrariam sua inocência.
Investimentos entram no centro da discussão
A repercussão agora alcança a relação econômica entre os dois países. De acordo com o The Sun, os Emirados Árabes Unidos já investiram mais de 30 bilhões de libras esterlinas (R$ 210 bilhões) no Reino Unido nos últimos cinco anos, com recursos destinados a setores como defesa, tecnologia e ciências da vida.
Nesse cenário, autoridades dos Emirados teriam sinalizado que a condução do caso envolvendo o Manchester City poderia influenciar o interesse em novos grandes investimentos no país.
A situação ganhou ainda mais peso porque Reino Unido e Emirados mantêm uma ampla parceria comercial. Mesmo diante da tensão, os dois governos pretendem preservar os vínculos econômicos e têm uma cúpula de investimentos prevista para outubro.
Governo britânico tenta separar futebol e política
Enquanto isso, o governo britânico reforça que o processo contra o Manchester City deve permanecer independente. A posição oficial é de que a investigação precisa seguir seu curso e que eventuais responsáveis por irregularidades devem sofrer as consequências previstas.
A discussão também envolveu Andy Burnham, prefeito de Manchester. Após a condenação, ele afirmou que ficaria preocupado com uma eventual saída dos proprietários do City, destacando os investimentos realizados pelo grupo na cidade.
Posteriormente, diante das críticas, o governo britânico reforçou que não pretende interferir no processo disciplinar da Premier League.
