
Paulinho, jogador do Palmeiras
A vitória do Palmeiras por 3 a 0 sobre o Flamengo, neste sábado (23), no Maracanã, terminou em confusão. O estopim foi o terceiro gol da equipe paulista, marcado por Paulinho nos acréscimos do segundo tempo.
Após balançar as redes, o atacante comemorou fazendo gesto de silêncio. A atitude foi interpretada por jogadores do Flamengo como uma provocação e provocou reação imediata dentro de campo.
Enquanto retornava para o campo de defesa, Paulinho foi cercado por atletas rubro-negros. De la Cruz e Varela foram os primeiros a partir em direção ao camisa 10 do Palmeiras para cobrar explicações sobre a comemoração.
A discussão rapidamente ganhou novos personagens. Jogadores das duas equipes e integrantes das comissões técnicas se envolveram em empurrões e bate-bocas, transformando os minutos finais da partida em um cenário de tensão no gramado.
Apesar do tumulto, o árbitro Davi de Oliveira Lacerda optou por não expulsar nenhum atleta.
Paulinho nega provocação à torcida
Ainda no gramado, após o apito final, Paulinho afirmou que o gesto não foi direcionado aos torcedores do Flamengo.
Segundo o atacante, a comemoração foi voltada para familiares que acompanhavam a partida em um camarote do estádio.
Eu comemorei o gol da minha maneira, com a torcida e meus companheiros. Às vezes rola uma provocação, mas é sadia, não quero desrespeitar a instituição do Flamengo, que é muito grande. Fui falar com a minha família no camarote, sou do Rio de Janeiro, vi eles ali. Eles pensaram que fiz para a torcida, mas fiz sinal para a minha família. Situação de jogo, muito feliz pelo gol, emocionante para mim.
Mesmo sem expulsões, a arbitragem distribuiu cartões amarelos após a confusão. Paulinho foi advertido pela comemoração considerada provocativa.
Do lado do Flamengo, Léo Pereira e Wallace Yan também receberam cartão amarelo pelo envolvimento no tumulto.
A confusão encerrou uma noite amplamente favorável ao Palmeiras. Com um jogador a mais desde a expulsão de Carrascal, ainda no primeiro tempo, a equipe de Abel Ferreira dominou o clássico, venceu por 3 a 0 e deixou o Maracanã com os três pontos — mas também com um capítulo extra de rivalidade após o apito final.

