Ex-Grêmio é atacado após ser vilão de eliminação na Copa do Mundo

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Campaz, ex-Grêmio, com a camisa da Colômbia
Reprodução/Instagram

Campaz, ex-Grêmio, com a camisa da Colômbia

A Colômbia tinha a ambição de ainda estar viva nas quartas de final da Copa do Mundo, onde encararia a Argentina em um duelo sul-americano de tirar o fôlego. Mas não deu certo. Quem teve a chance de colocar os “Cafeteiros” nesta fase foi Jaminton Campaz, ex-Grêmio, que perdeu uma oportunidade de ouro na prorrogação. Após a falha, o atacante foi duramente atacado por colombianos nas redes sociais.

Pontaria sem mira

O sonho colombiano na  Copa do Mundo parece ter morrido antes mesmo da disputa por pênaltis. Na prorrogação, a seleção de James Rodríguez e Luis Díaz teve a chance do confronto.

Campaz foi lançado em velocidade, e ficou cara a cara gom o goleiro Kobel. O atacante, com passagem pelo Grêmio entre 2021 e 2022, tinha diferentes ângulos para colocar a bola e abrir o marcador, mas acabou isolando bisonhamente.

Não foi poupado

Com o erro, a Colômbia permaneceu no zero a zero com a Suíça. O jogo foi para os pênaltis, e por lá a seleção europeia se desenvolveu melhor e conseguiu uma classificação heroica às quartas de final da Copa do Mundo.

A Suíça eliminou a Colômbia nas oitavas de final da Copa do Mundo
Reprodução/Instagram @swissnatimen

A Suíça eliminou a Colômbia nas oitavas de final da Copa do Mundo

Campaz foi considerado o vilão colombiano, e foi duramente atacado nas redes sociais. A torcida colombiana não o poupou, e muitos chegaram a solicitar que o jogador nunca mais vestisse a camisa da seleção cafeteira.

Críticas colombianos: uma história trágica

Andrés Escobar foi morto dez dias após marcar um gol contra e a Colômbia ser eliminada da Copa de 1994
El futbolero

Andrés Escobar foi morto dez dias após marcar um gol contra e a Colômbia ser eliminada da Copa de 1994

Guardada as devidas proporções, as fortes críticas a Campaz em função de um erro em Copas remetem a uma das histórias mais tristes do futebol. Em 1994, o zagueiro Andrés Escobar foi assassinado em Medellín, dez dias após marcar um gol contra na derrota para os Estados Unidos, que configurou a eliminação da seleção colombiana naquela edição do Mundial.

Escobar foi vítima de uma emboscada armada por membros do narcotráfico, que não o perdoaram da culpa da eliminação precoce. A seleção colombiana de 1994 era uma das mais promissoras da história do futebol do país. 

O atirador que matou Escobar foi preso em 1995, com condenação de 43 anos, mas acabou sendo solto antes do tempo, em 2005, cumprindo cerca de 10 anos apenas na prisão. O crime de Andrés Escobar completou 32 anos no dia 2 de julho, e ainda choca pelos detalhes de crueldade.



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