
Regulamento de 2026 sofreu críticas
A Fórmula 1 anunciou um novo regulamento para a sequência da temporada de 2026. Após um começo conturbado e diversas críticas públicas dos próprios pilotos em relação às mudanças do ano passado para cá, a FIA realizou uma série de reuniões com chefes de equipe, representantes das fornecedoras de motores e pilotos para discutir e definir os novos ajustes.
Foram três encontros para discutir o assunto ao longo do mês: os primeiros, nos dias 15 e 16, e o último na segunda-feira (20). Parte das alterações, já passam a valer no próximo Grande Prêmio de Miami, no dia 3 de maio.
Segundo o comunicado da FIA, além de ouvir todos os envolvidos, as mudanças foram baseadas em dados coletados nas três primeiras etapas da temporada (Austrália, China e Japão).
As alterações foram distribuídas em quatro pontos principais: classificação, segurança e consistência nas corridas, largadas e disputas na chuva.
O objetivo, é resolver uma das principais reclamações dos pilotos e dos fãs da modalidade: a artificialidade das ultrapassagens. A necessidade de administrar energia, por conta do novo motor 5 0% elétrico do regulamento de 2026, vinha reduzindo a velocidade nas corridas e fazendo com que os pilotos pisassem menos fundo. Com isso, em vários momentos, as ultrapassagens aconteciam porque um carro estava recarregando energia, enquanto o outro gastava para efetuar a manobra, sem conseguir sustentá-la depois. O resultado era um efeito “vai e volta”, com reultrapassagens constantes.
Das quatro categorias de mudanças anunciadas, apenas as relacionadas à chuva não serão aplicadas de forma imediata, já que ainda dependem de mais testes. Já as outras, serão colocadas em prática inicialmente no GP de Miami.

Antonelli, da Mercedes, lidera o Campeonato Mundial de Pilotos de 2026 até aqui
Confira as mudanças completas
Classificação
- Ajustes nos parâmetros de gerenciamento de energia, incluindo a redução do limite máximo de recarga de 8 MJ para 7 MJ, com o objetivo de diminuir a captação excessiva e incentivar uma pilotagem mais constante em ritmo máximo. A mudança prevê uma redução na duração do superclipping para cerca de dois a quatro segundos por volta.
- A potência máxima do superclipping foi aumentada para 350 kW (antes era de 250 kW), reduzindo ainda mais o tempo gasto na recarga e o esforço dos pilotos no gerenciamento de energia. A alteração também será aplicada em condições de corrida.
- O número de etapas em que limites alternativos mais baixos de energia podem ser utilizados foi ampliado de oito para 12 corridas, permitindo maior adaptação às características de cada circuito.
Corrida
- A potência máxima disponível por meio do boost em condições de corrida agora está limitada a +150 kW (ou ao nível de potência atual do carro no momento da ativação, caso seja maior), reduzindo diferenças bruscas de desempenho.
- A aplicação do MGU-K é mantida em 350 kW nas principais zonas de aceleração (da saída da curva até o ponto de frenagem, incluindo áreas de ultrapassagem), mas será limitada a 250 kW nas demais partes da volta.
- Essas medidas foram projetadas para reduzir diferenças excessivas de velocidade de aproximação, mantendo ao mesmo tempo as oportunidades de ultrapassagem e as características gerais de desempenho.
Largadas
- Um novo sistema de “detecção de largada com baixa potência” foi desenvolvido, capaz de identificar carros com aceleração anormalmente baixa logo após a liberação da embreagem.
- Nesses casos, o MGU-K será acionado automaticamente para garantir um nível mínimo de aceleração e mitigar os riscos nas largadas, sem introduzir qualquer vantagem esportiva.
- Um sistema de alerta visual associado também será implementado, ativando luzes intermitentes (traseiras e laterais) nos carros afetados para avisar os pilotos que vêm atrás.
- Além disso, foi introduzida a reinicialização do contador de energia no início da volta de formação, corrigindo uma inconsistência previamente identificada no sistema.
Corridas com chuva
- As temperaturas dos cobertores térmicos dos pneus intermediários foram aumentadas, após feedback dos pilotos, para melhorar a aderência inicial e o desempenho dos pneus em condições de pista molhada.
- A ativação máxima do ERS será reduzida, limitando o torque e melhorando o controle do carro em condições de baixa aderência.
- Os sistemas de luzes traseiras foram simplificados, com sinais visuais mais claros e consistentes, para melhorar a visibilidade e o tempo de reação dos pilotos que vêm atrás em condições adversas.
- As propostas finais agora serão submetidas a uma votação eletrônica do Conselho Mundial de Automobilismo da FIA antes da implementação prevista.

