
Ferran Torres marcou antes do primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação
A Espanha é campeã do mundo após vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação neste domingo (19), em Nova Jersey. O gol da partida foi marcado por Ferran Torres após grande dificuldade dos europeus em superar Dibu Martínez.
Por outro lado, Lionel Messi teve uma partida relativamente apagada. Unai Simón sequer precisou fazer alguma defesa. Enzo Fernández, expulso no final da segunda etapa, complicou a vida da equipe, já cansada após passar por prorrogações contra Cabo Verde e Suíça, além de jogos truncados contra Egito e Inglaterra.
Os espanhós tiveram poucas dificuldades nesta Copa do Mundo. Após o empate contra Cabo Verde na estreia, a equipe venceu seus outros sete jogos (Arábia Saudita, Uruguai, Áustria, Portugal, Bélgica e França) e tomou somente um gol. Com o título, Luis de la Fuente se torna o técnico mais velho a conquistar o mundo.
A Espanha também consegue acumular os títulos da Eurocopa e da Copa do Mundo pela segunda vez na história, algo que só havia acontecido sob o comando de Vicente del Bosque, que conquistou as taças em 2010 (Copa) e 2012 (Euro).

Jogadores da Espanha conversam antes de cobrança de falta
Primeiro tempo: Espanha controla a posse, mas placar fica zerado
A Espanha terminou o primeiro tempo com a sensação de que poderia estar em vantagem. Dona da posse de bola desde o apito inicial, a equipe de Luis de la Fuente ocupou o campo de ataque, empurrou a Argentina para trás e criou as melhores oportunidades da etapa, mas esbarrou em Emiliano Martínez.
O primeiro susto veio logo nos minutos iniciais. Lamine Yamal recebeu em velocidade dentro da área, bateu de pé esquerdo e viu Dibu defender após desvio na marcação. Pouco depois, o atacante voltou a levar perigo pela direita, mas o cruzamento saiu sem força e facilitou a defesa argentina.
Mesmo com amplo controle da partida, a Espanha encontrou dificuldades para romper a última linha defensiva adversária. A circulação de bola foi intensa, mas as chances claras demoraram a aparecer.
Do outro lado, a Argentina passou boa parte da etapa sem conseguir acelerar os contra-ataques. Messi ainda tentou aproveitar um lançamento em profundidade, mas Unai Simón deixou a área para fazer o corte antes da chegada do camisa 10. A equipe de Lionel Scaloni terminou os primeiros 45 minutos sem finalizar.
A melhor jogada da etapa saiu apenas nos instantes finais. Dani Olmo encontrou Oyarzabal com um passe de calcanhar dentro da área, e o atacante finalizou de primeira para mais uma grande intervenção de Dibu Martínez, que garantiu o empate antes do intervalo.

Messi teve dificuldades para construir na partida
Show do intervalo mistura música, futebol e homenagem a Pelé
Se a decisão teve um primeiro tempo de poucas emoções, o intervalo apostou no espetáculo. Em cerca de 11 minutos, a cerimônia reuniu artistas internacionais, personagens da cultura pop e ídolos do futebol em uma apresentação no MetLife Stadium.
A abertura ficou por conta de Madonna, que entrou no gramado em um carro conduzido por Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho, participação brasileira que arrancou uma das maiores reações do público.
Na sequência, o maestro venezuelano Gustavo Dudamel comandou uma orquestra acompanhada por personagens dos Muppets na execução de “Seven Nation Army”, canção da banda White Stripes que se tornou um dos maiores símbolos das arquibancadas do futebol.
O palco ainda recebeu o grupo sul-coreano BTS e o cantor Justin Bieber, apresentado pelos personagens Ted Lasso e Beard em uma referência à série da Apple TV+. Shakira voltou a participar da cerimônia para interpretar “Dai Dai”, música oficial da Copa do Mundo de 2026.
O encerramento foi reservado para uma homenagem a Pelé. O Rei do Futebol apareceu nos telões do estádio com a mensagem “Love, love, love”, exibida diante dos mais de 80 mil torcedores presentes na final. O jogo reiniciou após quase 30 minutos.

Jogo foi o primeiro confronto na história entre Lionel Messi e Lamine Yamal
Segundo tempo: Dibu Martínez salva Argentina
A Espanha começou a segunda etapa ainda mais ligada, com mais chegadas ao ataque a partir da construção dos meio-campistas. A defesa argentina, por outro lado, estava mais atenta e impediu finalizações de Fabián Ruiz e Cucurella.
Até os 25 minutos do segundo tempo, Messi tinha dado somente 10 passes, o que mostrava a dificuldade da seleção argentina em criar jogadas. O time, inclusive, chegou aos 30 minutos sem qualquer finalização na partida.
A Espanha apinhou chutes, mas todos eles praticamente em cima de Dibu Martínez. Uma boa chance veio com Cubarsí, de fora da área, aos 32, mas o arqueiro argentino estava preparado e rebateu.
Nos minutos finais, houve adrenalina, com uma boa chegada da Argentina e depois finalização de Nico Williams, novamente defendida por Dibu. Segundos depois, no entanto, Enzo Fernández entrou forte em dividida com Cubarsí e recebeu o segundo amarelo, sendo expulso. Nos acréscimos, Lamine Yamal cobrou falta boa, mas Dibu espalmou para escanteio.
Primeiro tempo da prorrogação: Espanha desperdiça chances
Com um a menos, a Argentina teve de se segurar ainda mais. Aos dois minutos, após cruzamento de Pedri, Nico Williams resvalou na bola para o gol. Dibu Martínez defendeu. Nico até balançou a rede aos cinco, mas a arbitragem assinalou falta na jogada. Merino desperdiçou cabeceio aos 12, quase sozinho, ao mandar para fora.
Segundo tempo da prorrogação: Ferran Torres enfim abre o placar
Em menos de um minuto da segunda etapa, a Espanha enfim conseguiu vencer a parede que era Dibu Martínez. Após cruzamento de Pedro Porro, Nico Williams desviou para o meio da área e o camisa 7 bateu forte de perna esquerda para marcar.
A Argentina tentou correr atrás do empate, mas teve dificuldades pela pouca criação. Houve momentos de ‘olé’ por conta do toque de bola dos espanhóis.
Nos acréscimos, os sul-americanos chegaram em duas oportunidades em escanteios, mas não conseguiram sequer forçar uma defesa de Unai Simón.

Dibu Martínez segurou o resultado enquanto pode
Escalações
Argentina: Emiliano Martínez; Gonzalo Montiel (Molina), Cristian Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Nicolás Tagliafico; Rodrigo De Paul (Simeone), Enzo Fernández, Alexis Mac Allister e Nico González (Paredes); Lionel Messi e Julián Álvarez (Senesi). Técnico: Lionel Scaloni.
Espanha: Unai Simón; Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte (García) e Marc Cucurella; Rodri (Zubimendi) e Fabián Ruiz (Pedri); Lamine Yamal, Dani Olmo (Merino), Álex Baena (Nico Williams) e Mikel Oyarzabal (Ferran Torres). Técnico: Luis de la Fuente.
