Fiel apoia Memphis no ato de ‘tacar fogo’ na política corinthiana

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Clipe de Memphis incendeia Parqueia São Jorge
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Clipe de Memphis incendeia Parqueia São Jorge

Para um time, todo e qualquer time, não há nada mais importante que o escudo. Até porque, para o seu torcedor, o seu time nunca é qualquer time e representa toda a sua relação com o futebol.

 O distintivo é o símbolo da paixão e é sagrado. Sacro!

Só idiotas em grau avançado e constrangedor não conseguem entender a justa indignação criada na arquibancada toda a vez que um adversário dá uma voadora no logo do clube estampado na bandeirinha de escanteio.

Não, não é o futebol que está chato nem é mimimi ou lacração, termos, registre-se, usados sem parcimônia por cretinos.

Não revelo o meu time de coração de jeito nenhum, mas, como exemplo, suponhamos que eu não use nada verde (exceção feita, claro, a combinação com rosa da minha Estação Primeira) e seja CORINTHIANO, MALOQUEIRO E SOFREDOR, GRAÇAS A DEUS!

Na minha casa, recebo familiares, agregados, amigos, conhecidos, visitas esperadas e, às vezes, quando é inevitável, malas folgados. Não seleciono com quem me relaciono pelo time de coração. Aliás, há torcedores rivais que tenho amizade e admiração e vários torcedores do meu clube que me causam ânsia de vômito. E vice-versa. Ao contrário do que acontece em relação à política, onde algumas escolhas escancaram o caráter ou a falta dele, o time de coração não define valor de ninguém.

Dito isso, palmeirense (abraço para o meu cunhado), são-paulino (saudade, mãe), santista (como o padrinho do meu Basílio) e torcedores de todos os times são bem-vindos no meu lar, inclusive trajando as respectivas camisas. Agora, não tenha dúvida, se qualquer um deles dar uma voadora no escudo de qualquer uma das minhas 818 camisas alvinegras ou tirar de lugar um dos 18 São Jorges espalhados, o bicho vai pegar e nunca mais tem ideia.

Voltemos ao Memphis. O corinthiano está de saco cheio da política do clube. Isso é unânime! Ninguém aguenta mais gestão patética atrás de gestão patética. De Wadhi Helu, o pai do Faz-Me-Rir e o pior de todos, até Osmar Stabile, o fraco presidente atual, há poucos hiatos de boas administrações. E inclusive quem começou e foi bem se perdeu por não passar o bastão e tentar se perpetuar.

Que o Conselho Deliberativo, o Cori, a diretoria atual (presidente e vice, registre-se, estão aí porque faziam parte da chapa de Augusto Melo: viva a memória) e a oposição não têm credibilidade com a maioria esmagadora da torcida está posto. Fato inconteste. A partir daí, há divisões do que fazer. Para alguns, a Safiel é a solução, para outros, o momento é de Intervenção Judicial, outra parcela quer o voto do Fiel torcedor e há uma minoria que não vê problema no sistema atual onde os sócios elegem o presidente, que a questão são as pessoas eleitas e não o modelo.

Dito isso, a torcida do Corinthians entendeu, claramente, como é óbvio, que Memphis incendiou, através da sua arte, a política representada pelo Parque São Jorge. E, ao contrário do que justificou, o momento foi escolhido justamente após a renovação porque ficou claro o quanto a patética administração atual não tem moral nem personalidade para  sustentar nada que “decide”.

Há o Corinthians, vida, história e amor de 35 milhões de loucos, e há o Corinthians do Parque São Jorge, que completa 100 anos em 2026, que é o clube gerido pelos mesmos que levou as finanças do clube à bancarrota.

É isso que, metaforicamente, foi incendiado por Memphis.

Quem não é um completo idiota ou desonesto entendeu perfeitamente.

Dito isso, para quem tem o Tico e o Teco funcionando, é inacreditável a cara de pau de gente que odeia o Corinthians fingindo indignação com o ato simbólico de Memphis.

Os mesmos anticorinthianos fanáticos que, travestidos de “contadores responsáveis”, posicionaram-se histericamente contra a renovação de Memphis são os mesmos que, agora, enxergam falta de respeito no clipe do craque holandês. Para essa gente, que se finge de idiota (alguns fingem tão bem que parecem que, à vera, são completos imbecis), Memphis tacou fogo no escudo do clube e blá-blá-blá! Peroba neles!

O corinthiano não é cretino e sabe que, por parte dessa gente, nunca existiu qualquer sinceridade na preocupação com as finanças do clube como não há, agora, indignação real com o gesto simbólico.

Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL! É tudo nosso! É nóis aqui no iG com a coluna Vitão Raiz!

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