Flamengo passa em branco pela primeira vez na Libertadores

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Flamengo fez jogo sólido defensivamente, mas não agrediu Estudiantes
Foto: Divulgação / Estudiantes de La Plata

Flamengo fez jogo sólido defensivamente, mas não agrediu Estudiantes

O Flamengo, dos times mais prolíficos em termos ofensivos nos últimos anos e dono do melhor ataque da Libertadores, ficou devendo na última quinta-feira (15/10). Não pelo placar de 0 a 0 contra o Estudiantes (ARG), no Estádio UNO, em La Plata, na Argentina. Mas, sim, pela falta de finalizações no alvo adversário.

Não à toa, o Rubro-Negro não fez gol pelo primeiro jogo desta edição de Liberta, dando mostras do estilo do técnico Leonardo Jardim nas fases avançadas da competição. Até aqui, eram nove jogos, com 17 gols marcados. Há de se adicionar à conta, porém, os três do W.O contra o Independiente Medellín (COL), em jogo cancelado por problemas na torcida do time colombiano.

O time passou a fase de grupos com o pé nas costas, sendo a melhor campanha dentre os 32 participantes. Foram, afinal, cinco vitórias e um empate – exatamente contra o Estudiantes, em 1 a 1, no estádio UNO, pela terceira rodada. Naquela ocasião, porém, o Flamengo acertou cinco chutes no alvo adversário. No jogo do Maracanã (1 a 0 para o Fla), foram apenas quatro, configurando as duas partidas com menos finalizações a gol do time na fase de grupos.

E no mata-mata?

Ao chegar nas oitavas de final, o Flamengo fez um jogo duro contra o Cruzeiro no Mineirão, pela ida, ficando no 1 a 1. Na ocasião, o Rubro-Negro chutou mais que os donos da casa, mesmo que sem se lançar ao ataque a esmo. Na volta, precisando vencer para evitar pênaltis, uma excelente atuação – especialmente no primeiro tempo -, com vitória por 2 a 1 após 24 chutes, sendo nove ao gol de Otávio.

A estratégia de Leonardo Jardim tomou uma outra forma a partir das quartas, quando encarou o Independiente del Valle (EQU). Na ida, na altitude de Quito, foi absolutamente cirúrgico. Levou 18 finalizações e só chutou quatro vezes. Em seus dois únicos acertos, porém, marcou com Bruno Henrique e Léo Pereira, garantindo uma excelente vantagem para a volta.

Já no Rio de Janeiro, o time se viu nervoso após sair atrás e ainda ver Jorginho levar cartão vermelho. Graças a assistência de Rossi para de Arrascaeta (e uma mãozinha do goleiro Quintana), o Flamengo fez o gol do alívio no que foi apenas sua terceira finalização ao alvo adversário. E contra o Estudiantes, na última quinta, o time focou totalmente em defender, saindo muito pouco para o ataque adversário. Por mais controversa que seja a estratégia, com nenhum chute ao alvo, o 0 a 0 soou como um bom resultado para o Fla.



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