Flamengo questiona MP-RJ por recomendação sobre Vasco x Boca

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Maracanã efetua troca no gramado após receber jogo da NFL
Foto: Daniel Brasil / Maracanã

Maracanã efetua troca no gramado após receber jogo da NFL

A diretoria do Flamengo não recebeu bem a recomendação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) de permitir que o jogo entre Vasco e Boca Juniors (ARG), pela Copa Sul-Americana, ocorra no Maracanã. Nesta terça-feira (6/10), via nota oficial, o Rubro-Negro declarou sua preocupação com a tentativa do MP.

Em nota, o clube reconheceu o papel constitucional do Ministério Público, mas afirmou que deve existir limite nas atribuições das instituições. Afinal, segundo o Fla, órgãos responsáveis atestaram tecnicamente com laudos que o Maracanã não poderia receber o jogo em questão, previsto para 20/10, pela volta da semifinal.

No entanto, questiona a “competência técnica” com a qual o MP se baseia para desconsiderara tais laudos. Por fim, o clube pede que os elementos técnicos que invalidem os laudos apresentados sejam demonstrados objetivamente.

Confira a nota do Flamengo

“O Clube de Regatas do Flamengo vê com preocupação a tentativa do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro de interferir na definição do local de realização de partidas de futebol. O Flamengo reconhece e respeita o papel constitucional do Ministério Público, mas entende que o respeito às instituições passa também pelo respeito aos limites e às atribuições de cada uma delas.

Se os órgãos responsáveis atestam tecnicamente as condições para a realização de uma partida, cabe perguntar: com base em qual competência técnica o Ministério Público pretende desconsiderar esses laudos e substituir a avaliação de quem efetivamente responde por essa atribuição?

Não cabe ao Ministério Público escolher onde os clubes devem mandar seus jogos. Se existem elementos técnicos que invalidem os laudos apresentados, que sejam demonstrados objetivamente.

O Flamengo defenderá sempre a segurança, o cumprimento das regras e o respeito às competências institucionais.”



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