
Governo proibiu casas de apostas no Brasil
O Ministério do Esporte cancelou a reunião que faria com os clubes nesta terça-feira (29/9), em Brasília. A mudança aconteceu após os clubes não confirmarem presença no encontro por conta da indignação pela medida recente de veto às bets no mercado brasileiro. A informação inicial foi do “Uol”.
Os dirigentes dos clubes não aceitaram a medida do presidente Lula de acabar com as bets, sobretudo pela imediatez dos efeitos da medida provisória assinada na última sexta-feira. Ainda de acordo com a informação, o cenário era de baixa adesão ao encontro. No entanto, o Ministério do Esporte ainda não marcou nova data.
Em ofício, o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, usou como justificativa para o adiamento a proximidade da data inicialmente proposta e os horários dos voos disponíveis para o deslocamento dos participantes ao redor de todo o país.
Todos os clubes das Séries A, B, C e D do Brasileiro haviam sido chamados, além das federações estaduais. A iniciativa fora tomada após a reação negativa deles com a MP que proibiu as bets.
Dificuldades e alerta financeiro
A MP já provocou reação entre os clubes da Série A. Empresas do setor notificaram algumas equipes sobre a possibilidade de rescindir contratos de patrocínio. Dirigentes, por sua vez, alertaram para dificuldades financeiras caso os acordos deixem de vigorar nos próximos meses.
Atualmente, 14 dos 20 clubes da primeira divisão possuem uma casa de apostas como patrocinadora master. Nesse sentido, o setor deve movimentar cerca de R$ 1,1 bilhão no futebol brasileiro em 2026, mesmo valor registrado na temporada anterior.
A presença das bets no futebol cresceu nos últimos anos. Em 2024, 18 dos 20 clubes da Série A exibiam marcas do segmento em seus uniformes, em um mercado que movimentou aproximadamente R$ 523 milhões naquele ano. Por fim, as empresas também passaram a ocupar espaços de naming rights nas principais competições nacionais.
