Gucci Racing Alpine: o próximo passo da transformação da F1

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Gucci entra na Fórmula 1 em 2027Reprodução Redes Sociais

A partir de 2027, a Alpine passará a se chamar Gucci Racing Alpine Formula One Team. E por mais que a mudança pareça apenas mais um acordo de patrocínio, ela representa algo muito maior para a Fórmula 1.

Na verdade, é mais um capítulo de uma transformação que a categoria vem vivendo nos últimos anos.

GUCCI RACING

From the 2027 FIA Formula One World Championship, Alpine will compete in the House’s colors as ‘Gucci Racing Alpine Formula One Team,’ marking the first time a luxury fashion house serves as title partner of a Formula One team.
#GucciRacing @AlpineF1Team pic.twitter.com/lyjtqk4jZs

— gucci (@gucci) May 27, 2026

Moda e esporte caminham juntos há décadas. Um dos exemplos mais famosos é a imagem de Pelé amarrando as chuteiras antes da Copa do Mundo de 1970, em uma ação publicitária que entrou para a história.

🚨 At the 1970 World Cup, Puma agree a a $1 million sponsorship deal with Pelé. 🇧🇷🤝

Their request was simple: stop before kick-off and tie his laces, ensuring every camera in the stadium zoomed in on his boots.

The result? An iconic moment at the World Cup — and a commercial… pic.twitter.com/NaPLTn2Do6

— Football Tweet ⚽ (@Footballtweet) January 29, 2026

Mas na Fórmula 1 essa relação ganhou força principalmente depois que Bernie Ecclestone abriu espaço para a publicidade dentro da categoria.

O resultado está em todo lugar. Hoje vemos marcas estampadas nos carros, nos macacões, nos capacetes e até nas luvas dos pilotos.

Chegada da Gucci leva relação a outro patamar

Antes dela, outras grifes já haviam encontrado espaço no paddock. A Giorgio Armani veste os pilotos da Ferrari desde 2021. A Tommy Hilfiger construiu uma longa parceria com Lewis Hamilton e retorna ao grid em 2026 ao lado da Cadillac.

Mas nenhuma delas tinha dado um passo tão grande quanto este.

Pela primeira vez, uma marca de luxo assume os naming rights de uma equipe de Fórmula 1. Não estamos falando apenas de um logotipo estampado no carro. Estamos falando de uma identidade construída em conjunto, com mudanças visuais profundas e até a incorporação da marca ao nome oficial da escuderia.

GUCCI RACING

Gucci and Alpine join forces in a new Formula One partnership, with the team set to race as ‘Gucci Racing Alpine Formula One Team’ from the 2027 FIA Formula One World Championship. The collaboration introduces Gucci Racing, a new business and experiential… pic.twitter.com/C7ibZFZ2H6

— gucci (@gucci) May 27, 2026

E eu acho isso fascinante. 

Talvez porque eu seja exatamente o tipo de público que a Fórmula 1 passou a tentar alcançar nos últimos anos.

A Fórmula 1 continua sendo automobilismo, tecnologia e competição. Mas também virou entretenimento global.

E os números ajudam a explicar isso, como é o caso do crescimento da categoria nos Estados Unidos, a popularidade entre mulheres e jovens e o sucesso nas redes sociais, que fizeram com que marcas que antes não olhavam para o esporte passassem a enxergar ali uma oportunidade enorme.

GUCCI RACING

The House enters Formula One, becoming title partner of the Alpine Formula One Team from 2027, and introduces Gucci Racing—a new business and experiential platform at the intersection of luxury and sport.
#GucciRacing @AlpineF1Team pic.twitter.com/shiEomnepl

— gucci (@gucci) May 27, 2026

A Gucci não está entrando na Fórmula 1 por acaso. Ela está entrando porque existe um público disposto a consumir essa mistura entre velocidade, moda e cultura pop.

E eu sou uma prova de que essa estratégia funciona.

No fim das contas, a entrada da Gucci mostra que a categoria entendeu uma coisa muito importante: para crescer, ela não precisa falar apenas com quem já ama corridas. Ela também precisa conversar com quem pode se apaixonar por elas.

E tudo indica que esse movimento está apenas começando.





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