
Infantino pode ser denunciado ao comitê de ética da Fifa em caso que envolve Eto’o
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, pode ser denunciado ao Comitê de Ética da entidade por causa da condução das acusações contra Samuel Eto’o, presidente da Federação Camaronesa de Futebol (Fecafoot). Segundo o jornal britânico ‘The Sun’, o ex-dirigente camaronês Guibai Gatama acusa a entidade de investigar sobre uma quantia de um pouco mais de 560 mil euros (R$ 3,8 milhões), que teria sido destinada ao futebol do país africano, mas depositada em uma conta bancária pessoal do ex-jogador.
A denúncia envolve um pagamento relacionado ao amistoso entre Camarões e Rússia, disputado em Moscou, em outubro de 2023. Gatama afirma que apresentou a primeira reclamação ao Comitê de Ética da Fifa em junho de 2025 e, posteriormente, encaminhou documentos bancários e novas informações. No entanto, segundo ele, mais de 15 meses se passaram sem uma resposta sobre o andamento do caso.
Ex-dirigente cobra investigação independente
Diante da falta de respostas que alega ter recebido, Gatama enviou uma carta aberta a Infantino e aos presidentes da Uefa, Confederação Africana de Futebol (CAF), Concacaf e Confederação Asiática de Futebol (AFC). No documento, ele pede uma investigação independente sobre as acusações contra Eto’o e questiona a atuação dos órgãos responsáveis pela apuração.
Além disso, Gatama adverte que poderá apresentar queixas formais contra Infantino e integrantes da estrutura de ética da Fifa caso considere insuficiente a condução do processo. A iniciativa aumenta a pressão sobre o presidente da entidade, que já enfrenta críticas relacionadas à sua liderança e à gestão do futebol mundial.
Eto’o nega irregularidades
Eto’o, ex-atacante de Barcelona, Inter de Milão e Chelsea, assumiu a presidência da Fecafoot em 2021. Desde então, ele também construiu uma relação próxima com Infantino e se tornou um dos principais apoiadores do dirigente no futebol africano.
Sobre o pagamento questionado, Eto’o nega qualquer irregularidade. Ele afirmou que a federação autorizou a operação devido às restrições financeiras relacionadas à Rússia. A Fecafoot, por sua vez, classificou as acusações como ataques motivados por disputas políticas.
Até a publicação da reportagem do ‘The Sun’, a Fifa não havia apresentado uma atualização sobre a investigação, segundo Gatama. A entidade, porém, já declarou em posicionamentos anteriores que Infantino não interfere nos procedimentos de seus órgãos independentes de apuração.
