
Internacional está proibido de contratar jogadores
O Internacional sofreu, nesta quinta-feira (8), um transfer ban preventivo da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão independente criado pela CBF para aplicar as regras do fair play financeiro no Brasil. A medida não impede a inscrição de novos jogadores, mas novas contratações do Colorado ficariam condicionadas a uma autorização prévia da agência.
Aliás, na prática, a punição não tem nenhum efeito. Afinal, o Inter já está proibido de inscrever jogadores por ter dois transfer ban da Fifa. As penalizações se devem a dívidas pelas compras do zagueiro Juninho junto ao Midtjylland, da Dinamarca, e do lateral-esquerdo Ramon, do Olympiacos, da Grécia.
O Colorado levou o transfer ban preventivo devido à apresentação do ingresso do pedido de ‘Plano de Parcelamento Coletivo’ na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). A medida permitirá o reparcelamento das dívidas desportivas para que se encaixem na capacidade real de pagamento.
Inicialmente, o programa abrange R$ 31 milhões em débitos, porém o valor pode aumentar de acordo com a entrada de novos credores à CNRD. A agência aponta ainda que o bloqueio preventivo é uma trava no sistema de registro de jogadores da CBF, que já está ciente da decisão.
A liberação de novas contratações depende de dois fatores: saldo positivo acumulado com receita de transferências de jogadores na janela vigente e que os gastos com taxas e comissões da nova aquisição, somados aos já realizados no período, permaneçam iguais ou inferiores ao montante arrecadado.
Veja a nota oficial do Internacional
“Na busca constante de soluções, e ciente das dificuldades financeiras enfrentadas, o Sport Club Internacional informa que, no começo do mês de setembro ingressou com pedido de Plano de Parcelamento Coletivo perante à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), medida considerada de fundamental importância para a reestruturação do passivo do Clube.
O mecanismo é previsto na regulamentação do futebol brasileiro e utilizado por outros clubes do país. O plano permitirá o reparcelamento das dívidas desportivas para que se encaixem na capacidade real de pagamento da instituição. O programa abrange, inicialmente, R$ 31 milhões em dívidas, podendo seu alcance ser ampliado conforme a adesão de novos credores desportivos à CNRD.
O pedido submetido à câmara dá continuidade ao processo de reestruturação já em andamento no Clube.
Assim, em decorrência da apresentação do plano, e em cumprimento às novas regras do Sistema de Sustentabilidade Financeira da CBF, o Internacional também realizou as comunicações previstas à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) e seguirá os procedimentos estabelecidos. Ao fim de ambos os processos, com a aprovação do Plano de Parcelamento Coletivo e celebração de Acordo de Reestruturação com a ANRESF, o Clube terá a sua dívida desportiva reestruturada e iniciará o cumprimento do acordo.
Uma vez concluídos todos os trâmites, o Clube informará o resultado e prestará os esclarecimentos necessários, seguindo a transparência que faz parte de sua história.”
