
Estudiantes elimina o Flamengo no Maracanã
A festa no Maracanã foi argentina. O Estudiantes arrastou a semifinal da Libertadores da América para os pênaltis, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (22), e alcançou a classificação à grande final de forma heroica, com o goleiro uruguaio Fernando Muslera defendendo três cobranças. Após o feito histórico, o jornal argentino “Olé” destacou a grandeza do clube argentino, e tratou o episódio como “Maracanazo”, ironizando a derrota da Seleção Brasileira para os uruguaios na Copa do Mundo de 1950.
Alegria argentina
Em um primeiro momento, o Olé não deixou de destacar os dois empates por 0 a 0 contra um “poderoso Flamengo”. Para o jornal argentino, inclusive, o Estudiantes foi melhor nos 180 minutos, levando mais perigo e chegando perto de vencer o confronto no tempo normal.
“Uma vitória tremenda, emocionante e colossal do Estudiantes”, assim a imprensa argentina tratou o feito histórico do clube de La Plata no Maracanã. “Maracanazo: o Estudiantes mostrou sua mística copeira, eliminou o Flamengo e vai em busca da Libertadores”, brincou o Olé.
Faltou o que?
A torcida do Flamengo colocou a equipe em um patamar que o elenco quase sempre prova ser verdadeiro. O favoritismo contra o Estudiantes era evidente, mas os comandados de Leonardo Jardim não conseguiram converter as especulações fora de campo em resultado positivo dentro das quatro linhas.
Com a bola rolando, o Flamengo foi ineficaz ao ponto de ficar três tempos (somando jogos de ida e volta) sem finalizar no gol do Estudiantes. No geral, a melhor chance rubro-negra foi em uma cabeça de Plata em que o goleiro Muslera saiu bem de sua meta e fez a defesa.
No Maracanã, inclusive, o Estudiantes levou mais perigo, com finalização de longa distância na trave e chegadas que exigiram defesas de nível difícil do goleiro Rossi.
Tudo definido
O Estudiantes avança para a grande final da Libertadores da América, e agora terá outro brasileiro pela frente. No dia 28 de novembro, a equipe argentina vai encarar o Palmeiras, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai, em jogo único. Campeão nos anos de 1968, 1969 e 1970, o Estudiantes busca o seu quinto título de Libertadores na história, e se igualaria ao Peñarol-URU no número de troféus.
