
Julio Casares foi expulso do São Paulo
Ex-presidente do São Paulo, Júlio Casares processa o clube para tentar anular sua expulsão. O ex-dirigente alega que foi alvo de uma “trama política”, nega gestão temerária e justifica saques de contas são-paulinas para o pagamento de premiações por títulos. A informação inicial é do Estadão.
Casares argumenta na petição que não houve gestão temerária. Ele aponta teve a aprovação de contas entre 2021 e 2024. A ação conclui que o ex-presidente teve ações de “boa-fé” e que decisões técnicas e classificações contábeis eram responsabilidade de departamentos e não apenas do ex-mandatário.
O pedido é para que a Justiça reconheça a ausência de gestão temerária, referende a prestação de contas do cartão corporativo e cobre do São Paulo documentos que comprovem gestão temerária e desvios de recursos.
O Conselho Deliberativo aprovou, em setembro, a expulsão de Júlio Casares após análise de investigações internas. O ex-presidente foi enquadrado no artigo 34 do Estatuto Social do clube, que prevê punições para atos de gestão irregular ou temerária.
A crise na gestão de Casares
A crise política envolvendo Casares ganhou força após denúncias sobre a comercialização de ingressos de um camarote do Morumbis durante shows. A Polícia Civil abriu investigação sobre o caso, enquanto conselheiros apresentaram um pedido de impeachment. Em seguida, Casares deixou a presidência em janeiro, antes da votação final dos associados.
A situação financeira também aumentou a pressão sobre o ex-dirigente. Em março, o Conselho rejeitou as contas referentes a 2025 apesar do superávit de R$ 56 milhões. O relatório apontou R$ 11 milhões em saques durante o período, sendo cerca de R$ 6,95 milhões sem comprovação adequada, classificados como despesas promocionais.
