Marcão breca euforia no Fluminense e avisa: “Tem nada decidido”

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Marcão elogiou sua equipe após importante vitória na Libertadores
Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC

Marcão elogiou sua equipe após importante vitória na Libertadores

Na sala de imprensa do Maracanã, o técnico Marcão fez questão de conter a euforia no Fluminense após o triunfo por 2 a 0 sobre o Platense, na noite desta terça-feira (8), pelas quartas de final da Libertadores. Mesmo com a boa vantagem construída para a partida de volta na Argentina, o comandante tricolor adotou um discurso firme de pés no chão e relembrou a força do rival fora de casa para exigir foco absoluto:

“Lógico que a gente queria fazer três, quatro. Mas do outro lado tem uma equipe que temos que ter respeito. Já vieram em São Paulo e conseguiram uma vitória sobre o Corinthians. Sabe jogar Libertadores. Resultado importante, não tem nada decidido.”

Marcão explica queda de intensidade do Fluminense

O treinador tricolor reconheceu abertamente que a equipe oscilou na etapa complementar e sofreu com a postura agressiva dos visitantes. Segundo ele, o elenco precisará corrigir esses erros rapidamente para suportar o ambiente hostil em Buenos Aires:

“Fizemos um grande primeiro tempo. Criamos variações em cima do que a gente tinha treinado. A gente sabia que a equipe deles ia tentar responder. Mudaram a pressão, foram encaixando. No segundo tempo, tivemos dificuldade. Nossa conversa era manter o controle, mas ficou uma trocação que não é boa. Precisamos entender o que ocorreu no segundo tempo para que no jogo da volta a gente possa corrigir.”

Ganso decisivo e elogios ao papel de liderança de Hulk

Ao avaliar os destaques individuais do vestiário, Marcão fez questão de exaltar o peso técnico de Paulo Henrique Ganso. O armador participou dos dois gols antes de sair para controle de minutagem, movimento que afetou a fluidez do meio-campo:

“Foi muito importante e decisivo. Temos que achar uma maneira de, quando a gente perde o Paulo, ter aceleração do Lucho, um jogo mais direto, que funcionou no jogo passado. Temos que saber qual jogo acelerar, quando controlar. Quando entraram Lucho e Savarino a gente perdeu um pouco desse controle. A gente tem que achar esse equilíbrio para a partida de volta.”

Na mesma linha, o comandante rasgou elogios à entrega de Hulk, reforçando como a experiência dos dois veteranos dita o ritmo tático exigido pelo modelo de jogo tricolor:

“O Hulk é isso que vocês estão vendo. Veio para fazer isso, ajudar os nossos jogadores em momento de definição. Tudo que pedimos, ele vem fazendo. Um jogo apoiado, controlado e ele faz bem isso. A gente queria tirar esse jogo de trocas, com nossas linhas próximas. Ele vem dentro, ataca espaço, nosso time está bem compacto e facilita o jogo dele.”

Desgaste físico do elenco vira preocupação imediata

Por fim, Marcão abordou o desgaste acumulado na temporada e acendeu o alerta sobre o departamento médico antes do duelo decisivo da próxima semana. Ele revelou cautela com nomes experientes para evitar novas perdas pesadas na zaga e no meio:

“Thiago só não jogou contra o Vasco porque estava com desconforto e resolvemos não assumir esse risco. Acabamos perdendo o Ignácio. Jogo forte de muita intensidade e resolvemos segurar. Vamos analisar com nossa fisiologia. Martinelli sentiu hoje um pouco também. Vamos analisar quem está bem para esse jogo de sábado. É um intervalo muito curto de sábado para terça.”



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