Marcão diz que “gols relâmpago” desmontaram o Fluminense

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Técnico disse que gols em sequência prejudicaram plano do Flu no jogo
Foto: Marcelo Gonçalves/ Fluminense

Técnico disse que gols em sequência prejudicaram plano do Flu no jogo

Marcão apontou os dois gols sofridos em sequência como determinantes para a derrota do Fluminense por 3 a 1 para o Atlético-MG, neste sábado (12), na Arena MRV, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Segundo o treinador, o Tricolor conseguiu executar o plano previsto durante o primeiro tempo, porém perdeu o controle justamente quando tentava reorganizar o meio-campo para conter o crescimento do Galo.

Depois de um primeiro tempo sem gols, o Atlético aumentou a pressão por dentro na volta do intervalo. Por isso, Marcão decidiu mexer na equipe aos 15 minutos, com as entradas de Hércules e Serna. Entretanto, antes mesmo de o Fluminense conseguir se reorganizar, Reinier abriu o placar. Dois minutos depois, Cuello aproveitou erro de Freytes e ampliou.

“O jogo estava igual, controlado no primeiro tempo, da maneira que a gente imaginou, com a equipe organizada. Só que, no segundo tempo, o Atlético veio com um volume muito grande por dentro. Foi quando pensamos em colocar mais um homem por dentro para tirar essas ações deles, porque realmente estavam muito fortes naquele setor”, explicou.

Segundo Marcão, portanto, a sequência de gols obrigou o Fluminense a abandonar rapidamente o planejamento construído para aquele momento da partida.

“Foi justamente nesse movimento que fizemos. Na parada para a troca, não deu nem tempo de organizar nossa equipe nesse sentido. Foi o momento do gol e, em cinco minutos, praticamente decidiu aquilo que era o nosso plano de jogo, porque estávamos pensando em uma situação de 0 a 0. Depois, tivemos que repensar tudo para tentar diminuir o volume do Atlético e também o placar”, afirmou.

Marcão fala sobre lance antes do primeiro gol

O primeiro gol também gerou reclamações dos jogadores do Fluminense. Naquele momento, a equipe realizava as substituições, enquanto o Atlético retomou rapidamente o jogo. Rodrigo Castillo, ainda no gramado, afirmou que os jogadores tricolores não ouviram a autorização do árbitro Matheus Delgado Candançan para o reinício.

Marcão, porém, evitou uma acusação direta. Depois da partida, o treinador conversou com o árbitro e afirmou que pretende rever o lance antes de tirar uma conclusão.

“Os nossos atletas alegaram isso, que realmente não escutaram o apito. Mas, depois do jogo, fui falar com ele, e ele está convicto de que realmente apitou. Vamos analisar depois, com vídeo e com calma, para fazer justiça à situação”, disse.

Ainda assim, o treinador reforçou que os dois gols sofridos em pouco tempo mudaram completamente o cenário. Posteriormente, Vitão marcou o terceiro do Atlético aos 35 minutos. Já aos 44, Castillo diminuiu para o Fluminense, mas a reação terminou no 3 a 1.

“Foi basicamente isso. Era um jogo que estava controlado no primeiro tempo. No segundo, tentamos organizar a equipe justamente no momento em que o Atlético passou a ter mais volume. Porém, foi nessa hora que sofremos os dois gols seguidos, e isso nos tirou um pouco da partida. Depois, o Atlético fez o terceiro. Ainda tentamos reorganizar, fizemos algumas mudanças para ter o controle no final”, analisou.

Mudanças e planejamento para a partida

Marcão também explicou algumas escolhas na escalação. De acordo com o treinador, o desempenho nos treinamentos dos dias anteriores aumentou a confiança em uma equipe com características de velocidade, profundidade e jogo mais direto.

“Naturalmente, pelas mudanças, as características dos nossos jogadores também mudam. A gente estava muito animado e empolgado com os treinamentos que eles fizeram durante os dois dias anteriores, principalmente na parte tática. E conseguimos levar para o primeiro tempo aquilo que tínhamos trabalhado: um time próximo, mas também mais direto, com velocidade, profundidade e finalização”, explicou.

Além disso, Marcão citou individualmente alguns jogadores. O treinador avaliou positivamente a atuação de Rodrigo Castillo e também destacou Júlio Fidelis, que ganhou oportunidade na equipe.

“Acho que tiramos algumas coisas boas. A gente precisava trazer o Castillo novamente para dentro. Perdemos o Germán, e acredito que o Castillo fez uma boa partida. Também tivemos o Júlio, um menino que vinha treinando muito bem durante todo esse período e fez uma boa partida. Um jogo grande aqui dentro é sempre muito difícil”, afirmou.

Ao mesmo tempo, o comandante admitiu que o compromisso seguinte também teve influência na montagem da equipe. O Fluminense volta a campo na terça-feira (15), em duelo continental.

“É lógico que não dava para separar o jogo de hoje do jogo de terça-feira. Fizemos esse movimento, mas convictos de que viríamos aqui para buscar os três pontos. Em um primeiro momento, conseguimos aquilo que queríamos. Entretanto, no segundo, justamente quando fizemos o movimento, sofremos dois gols em cinco minutos, e isso dificultou demais os nossos planos”, disse.

Freytes e Riquelme

Marcão também explicou a utilização de Freytes, que acabou diretamente envolvido no segundo gol atleticano ao perder a bola para Cuello. Segundo o treinador, a escolha ocorreu principalmente pela necessidade de ter um jogador canhoto naquele setor diante da pressão exercida pelo Atlético.

“Pelo que vimos do Atlético, eu precisava de um jogador ali com a perna esquerda, principalmente pela saída de bola diante da pressão deles. Pelo que planejamos para o jogo, não podíamos deixar um jogador de pé direito naquele setor. Por isso fizemos essa escolha”, afirmou.

Apesar da falha, Marcão dividiu a responsabilidade pelo lance entre todos.

“É lógico que a gente quer que o jogador entre e faça da melhor maneira aquilo que planejamos. Infelizmente, ele esteve diretamente envolvido na situação do gol, mas a responsabilidade é toda nossa, dividida entre todos”, completou.

Por fim, o treinador destacou a entrada de Riquelme Felipe. O atacante foi acionado aos 27 minutos do segundo tempo e, segundo Marcão, pode receber mais oportunidades a partir do desempenho apresentado tanto nos treinamentos quanto nas partidas.

“O campo diz muito. O treino, o dia a dia, tudo isso fala bastante. Eu preciso ser muito justo nas minhas escolhas. A gente vê, analisa o treino da semana, o comportamento e as ações coletivas. Então, preciso respeitar aquilo que o campo mostra”, explicou.

“Ele já teve oportunidade contra o Remo, entrou e foi muito bem. Hoje também entrou muito bem. E o campo diz muita coisa. Dessa forma, certamente terá outras oportunidades e mais minutos. Que permaneça concentrado e focado durante as partidas e os treinamentos, como vem fazendo”, concluiu Marcão.



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