
Marquinhos, capitão da seleção brasileira
As frustrações vividas dentro da própria Seleção Brasileira podem ser combustível para o Brasil conseguir vencer a Copa do Mundo. É com essa motivação que o capitão Marquinhos vive o dia a dia em seu terceiro Mundial.
Presente nas duas últimas Copas, Marquinhos se frustrou em não conseguir vencer a Copa, tendo errado pênalti decisivo contra a Croácia em 2022. Com as cicatrizes curadas, ele vê que isso pode contribuir para o sucesso da atual seleção.
“Vejo algumas reportagens, algumas declarações de antigos campeões que fizeram parte de ciclos que não conseguiram ganhar e que depois fizeram parte de ciclos em que conseguiram ser vencedores. Então, acho que isso pode ser uma experiência positiva para a seleção, em que alguns jogadores viveram esse momento de não conseguir vencer, trazer essa motivação para os que estão vivendo uma Copa do Mundo pela primeira vez. Mostrar a dor que é não ganhar, de ser eliminado e trazer um pouco dessa experiência”.
O capitão da seleção evitou comparações com outros ciclos em que o Brasil teria chegado mais preparado para a Copa. Marquinhos disse, ainda, que o grupo tem focado muito em ser um time coletivo, em que todos são importantes e trabalham por e pelo mesmo objetivo.
“É difícil comparar momentos, times, preparações. O futebol vem mostrando cada vez mais a todos nós, cada vez mais, que não existe uma fórmula secreta de sucesso. Existem muitas filosofias, muitos caminhos que se pode chegar ao sucesso. Cada vez mais o futebol mostra que o coletivo, um jogo em que se precisa de todos os jogadores bem fisicamente e mentalmente. É nisso que estamos focando”, disse.
“Já se chegou em outras Copas com muita expectativa, mas o futebol te entrega surpresas. As últimas campeãs mostram isso também, pois superam crescer em momentos importantes. Eu mesmo no clube, começamos a Champions não tão bem e depois fomos campeões”, completou.
Campeão da Champions e partiu Mundial
Marquinhos se apresentou à seleção após erguer o troféu de campeão da Champions League. O defensor brasileiro venceu pela segunda vez o torneio na sábado (30), com o PSG.
O time francês bateu o Arsenal nos pênaltis, conquistando o bi-campeonato do mais importante torneio da Europa.

Marquinho ergueu pela segunda vez troféu da Champions League com PSG
Por conta disso, ele não iniciou a preparação com a delegação brasileria na Granja Comary. Os treinamentos tiveram início no dia 24 de maio. Além dele, Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli seguiram o mesmo cronograma. Os Gabrieis estiveram em campo pelo time inglês.
Goleada contra o Panamá
Antes da delegação brasileira viajar aos EUA para finalizar a preparação para a Copa do Mundo, o Brasil se despediu da torcida brasileira com goleada, no Maracanã, no Rio de Janeiro.
A Seleção Brasileira aplicou um 6 a 2 no Panamá, com cada um dos gols anotados por jogadores diferentes: Vini Jr., Casemiro, Rayan, Paquetá, Igor Thiago e Danilo. O adversário descontou com gol contra de Matheus Cunha (desvio de bola depois de cobrança de falta) e golaço de Carlos Harvey.

Vini Jr. Brasil x Panamá
Mais um teste no país da Copa
O jogo contra a seleção panamenha marcou a despedida do time canarinho antes de embarcar rumo aos Estados Unidos. No entanto, ao chegar em solo estadunidense, o Brasil ainda terá mais um compromisso como preparação, no dia 6 de junho, em Cleveland, diante do Egito.
Somente na sequência, a Seleção passa a mirar a estreia na Copa do Mundo 2026 em definitivo, contra o Marrocos, no dia 13 de junho. Depois disso, o Brasil encara as despretensiosas seleções do Haiti e Escócia pela fase de grupos do torneio.

Seleção Brasileira
Como pode ser na Copa?
Se terminar como primeira colocada, a seleção brasileira enfrenta o segundo lugar do Grupo F, que tem a Holanda como favorita, além de Tunísia, Japão e Suécia.
Avançando da inédita fase de 16-avos de final, que antecede às oitavas, o Brasil pode medir forças contra o vencedor do jogos entre os segundos colocados do grupo E e I. Os canditados são Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador; França, Senegal, Noruega e Iraque.
Havendo alguma zebra nas chaves citadas, é possível que a Seleção de Ancelotti precise lidar com os alemães ou franceses logo na segunda etapa do mata-mata da Copa. A partir desta fase, o caminho se abre com diferentes possibilidades: é plausível enfrentar a Inglaterra nas quartas, e a Argentina nas semis.

