
David em ação com a camisa do Vasco da Gama
Mensagens encontradas pela Polícia Civil do Espírito Santo ganharam destaque na investigação que colocou o atacante David Corrêa, do Vasco, entre os alvos da Operação “A Tropa”. De acordo com o delegado Rodrigo Sandi Mori, chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, três conversas levantaram suspeitas sobre uma possível ligação do jogador com integrantes do grupo investigado. A informação é do portal “ge”.
Vale lembrar que a operação foi deflagrada na segunda-feira (31). Ela apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro. A Justiça autorizou um mandado de busca e apreensão contra David, cumprido no Rio de Janeiro. O jogador Hayner William Monjardim Cordeiro, do Vila Nova, foi outro atleta alvo da ação.
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Os investigadores encontraram as conversas após apreenderem um celular durante uma investigação sobre uma tentativa de homicídio na Serra. A Polícia Civil analisou o conteúdo do aparelho, cruzou informações e identificou possíveis conexões entre pessoas citadas nas mensagens.
Entenda os trechos das mensagens
Entre os diálogos, o delegado destacou uma conversa na qual Júnior teria enviado a David informações sobre uma vítima de tentativa de homicídio, incluindo a suposta motivação do ataque e o estado de saúde do homem. De acordo com Sandi Mori, o jogador respondeu: “mereceu tomar uns tiros mesmo”.
Em outro trecho, Júnior teria enviado ao atacante uma foto de uma pistola. Conforme a Polícia Civil, David respondeu à imagem com a frase: “tem que matar um para ver de qual é”.
De acordo com o delegado, no terceiro diálogo, Juan pediu a Júnior que procurasse o atleta para obter dinheiro emprestado e realizar a troca de um Fiat Argo. A investigação aponta que o carro seria o mesmo utilizado em uma tentativa de homicídio e estaria “queimado”, termo usado para indicar que o veículo teria ficado comprometido após o uso em um crime.
A análise das mensagens levou a Polícia Civil a levantar a hipótese de uma possível participação do atleta no financiamento do tráfico de drogas em Serra Dourada 3. O delegado explicou que o conteúdo dos diálogos chamou a atenção dos investigadores e passou a integrar as linhas de apuração da operação.
“Esses fatos chamaram a nossa atenção para um possível financiamento do tráfico de drogas do bairro Serra Dourada 3 pelo investigado”, afirmou Sandi Mori.
Jogador prestou depoimento
Após a operação, David prestou depoimento às autoridades. Segundo informações divulgadas depois da ação, o atacante confirmou que conhece pessoas citadas na investigação, mas negou qualquer envolvimento com o tráfico de drogas ou de armas. O empresário André Cury também declarou que o jogador não possui ligação com o crime organizado.
Por fim, a investigação corre sob segredo de Justiça. Até o momento, o atleta aparece como investigado e foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Não houve ordem de prisão contra o jogador.
