
Armando Mendonça, VP do Corinthians, nega irregularidades
O Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, no processo que investiga suspeitas de irregularidades com produtos fornecidos pela Nike. A solicitação foi encaminhada à Justiça nesta sexta-feira (16/10), após a demissão de um ex-diretor do clube considerado importante para a acusação.
Na manifestação enviada à 25ª Vara Criminal, segundo o “ge”, o promotor Cássio Conserino relacionou o desligamento de Marcelo Munhoes, antigo diretor de Tecnologia da Informação, à possibilidade de intimidação de testemunhas. A audiência de instrução do processo está marcada para 10 de novembro.
Munhoes participou de uma auditoria interna que identificou possíveis irregularidades no controle dos materiais esportivos. O levantamento foi solicitado pelo presidente corintiano, Osmar Stábile, e colocou Mendonça entre os alvos das apurações. Segundo Conserino, a saída do ex-diretor pode prejudicar seu depoimento e influenciar outros funcionários chamados a prestar esclarecimentos.
Dirigente é réu desde junho
O promotor também mencionou o apoio público de Stábile ao vice-presidente e apontou a possibilidade de interferência na produção de provas. Além do pedido de prisão, o Ministério Público abriu uma nova investigação para apurar as circunstâncias da demissão e eventual participação de Mendonça ou de terceiros. O dirigente tornou-se réu em junho e responde por apropriação indébita agravada continuada, furto qualificado por abuso de confiança e coação no curso do processo.
De acordo com a acusação, Mendonça teria se apropriado de 131 itens esportivos da Nike, tentado obter 19 camisas especiais com patch da NFL e retirado oito unidades de uma edição comemorativa. O Ministério Público também atribui a ele ameaças contra duas testemunhas durante a investigação.
Mendonça nega as acusações. O vice-presidente afirma que os problemas de controle ocorreram na gestão de Augusto Melo. Além disso, sustenta que a administração atual corrigiu falhas e contesta a consistência do relatório de auditoria.
