MP que barra as bets decreta fim do ‘dinheiro fácil’ para clubes

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MP que barra as bets decreta fim do
Gilvan de Souza / Flamengo

MP que barra as bets decreta fim do “dinheiro fácil” para clubes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, uma medida provisória (MP) que decretou o fim dos mercados de apostas, também conhecidos como bets, no Brasil.

A decisão do governante, que busca sua reeleição neste final de ano, afeta diretamente o futebol brasileiro, completamente dominado por publicidades do setor nos últimos anos.

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Presidente Lula (PT) pôs fim ao mercado de apostas no Brasil
Reprodução / X

Presidente Lula (PT) pôs fim ao mercado de apostas no Brasil

Em entrevista ao iG, o especialista em finanças desportivas Amir Somoggi afirmou que a medida representa o fim do “dinheiro fácil” para as equipes do país, culpando as administrações pela dependência de verbas ligadas às apostas.

“Os clubes são muito responsáveis por terem ficado dependentes de uma única fonte de receita. As casas de apostas representam mais de um terço de toda a receita de marketing dos clubes, é muita dependência. Mas é o que eu chamo do ‘easy money’, o dinheiro fácil. Por que os clubes iriam atrás de empresas de veículo, banco, telecomunicação, se o setor de apostas pagam tanto?”, iniciou Amir, sócio-fundador da Sports Value.

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O especialista também citou uma suposta obviedade na decisão de Lula em acabar com as bets no Brasil, e como os times poderiam ter se preparado para isso.

“Os clubes poderiam ter sido mais inteligentes e terem diversificado, neste momento de aumento de receita, terem buscado novas fontes, porque já se sabia que, cedo ou tarde, elas (bets) seriam limitadas aqui no Brasil”, afirmou.

Amir Somoggi, especialista em marketing e gestão esportiva
Reprodução / Instagram

Amir Somoggi, especialista em marketing e gestão esportiva

Quem poderá substituir as bets?

Apesar de não negar o impacto negativo nas finanças dos clubes brasileiros, Amir também deu um panorama de como as equipes podem sobreviver sem essas verbas no futuro.

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“Há inúmeros setores que podem substituir as bets, até eram setores que patrocinavam antes, mas, possivelmente, não pagarão o mesmo valor. Bancos, seguradoras, meios de pagamento, varejo, tecnologia, veículos, telecomumunicação, comida, bebida, saúde e bem-estar, construção, plano de saúde, delivery, streaming, eletroletrônicos, e muitos mais, poderiam entrar, não só nas camisas dos clubes, mas até em outras propriedades e principalmente em ativações inteligentes”, revelou.

Segundo o gestor, a substituição pode ser positiva aos clubes a longo prazo, fazendo uma crítica no impacto geral que a publicidade do mercado de apostas no futebol causava.

“Tem muita marca que poderia entrar fazendo um grande trabalho de marketing junto com os clubes, dando muito mais retorno, atingindo mais gente e gerando muito mais impacto com os clubes no longo prazo, porque as apostas, a única coisa que elas querem é que o torcedor aposte”, ressaltou.



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