Não Matarás, Não Amarás nem desejarás pontozzz corridozzz

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Reprodução/Instagram

“Amador”, filme de1979 do diretor Kieslowski

Como o calendário do futebol brasileiro não é profissional, falemos de AMADOR.

Fui apresentado ao brilhante cineasta polonês Krzysztof Kieslowski nos anos 90. Fã da atriz francesa Juliette Binoche e pelos ideais da Revolução Francesa, apaixonei-me por A LIBERDADE É AZUL e, por isso, fui atrás de A IGUALDADE É BRANCA e A FRATERNIDADE É VERMELHA.

A partir daí, não abri mais mão de Kieslowski. O cineasta está no meu top 10 de diretores estrangeiros preferidos, oscilando, na “briga” com Truffaut, Fellini, Orson Welles e Stanley Kubrick, entre o sexto e o décimo lugares. Ninguém me perguntou, mas, como a coluna é minha, informo aos leitores de VITÃO RAIZ que Woody Allen, Ingmar Bergman, Pedro Almodóvar, Luis Buñuel e Quentin Tarantino brigam pelo pódio: e o ouro, imutável, é sempre de Allen.

Muito antes de cinéfilo, sou jornalista, brasileiro, maloqueiro e sofredor e, pois, não dispenso nada na faixa… Não perderia, pois, a oportunidade de ver clássicos da Mostra Amor Ao Cinema, no Cinesesc (rua Augusta, 2075, São Paulo-SP). Na sexta (11), festejei, em uma comemoração particular pelo primeiro aniversário do golpista apologista da tortura e da cloroquina, assistindo a quatro filmes, entre eles, Luis Buñuel em dose dupla (UM CÃO ANDALUZ e A IDADE DO OURO).

Chegamos ao domingo (13) à tarde, 17 horas, frio, chuva, clima perfeito para revisitar AMADOR, filme de 1979 de Kieslowski. Pipoca a R$ 2,00, pão de café espetacular a 5,50, café expressso a R$ 4,00… E um filmaço, que tinha visto algumas vezes na TV, pela primeira vez experimentado na telona grande mágica do cinema.

Se você gosta de efeitos especiais, superproduções e o entretenimento pelo entretenimento, fuja. AMADOR é drama para quem gosta de refletir sobre ética e os limites da arte.

Não me arrependi nenhum minuto da escolha. E olha que o filme, ótimo, não está os meus preferidos do cineasta polonês. Quem quiser uma dica, para além da trilogia das cores, mergulhe de cabeça no decálogo inspirado em os Dez Mandamentos… O melhor de todos é NÃO MATARÁS, quase no empate técnico com NÃO AMARÁS.

Flamengo 2×1 Corinthians?

Os “profissionais” quem defendem os chaatíssimos pontozzz corridozzz, o colonizado, previsível e elitista sistema do todos contra quase todos, que analisem o duelo entre um time reserva, preocupado com o mata-mata da Libertadores de quarta-feira, contra o líder do Brasileiro, interessado na partida. Não vi, não opinarei, não me interessa. Sou time AMADOR.

A mesma lógica vale para Palmeiras 2×0 São Paulo. Também não vi e também não me interessa o confronto entre um time (de um auxiliar que não gosta de ser tratado como colonizador, mas que é uma fábrica de declarações cretinas, xenófobas, elitistas, patéticas e colonizadoras) que joga pelo título contra outro reservaço que só está interessado no mata-mata da Série B continental, digo, da Sul-Americana.

Basílio e Basílio no Porópopócast

Se no domingo (13), no horário em que o Flamengo jogava sozinho pela liderança contra os reservas do Corinthians preservado à Libertadores estava revendo AMADOR, no Cinesesc, no sábado, dia do Choque-Rei de um time só, estava em Embu das Artes, prestigiando a linda homenagem da rapaziada do Porópopócast a Deus que atende pelo nome de João Roberto Basílio. E valeu a pena me emocionar com o meu Basílio Ruiz Guedes discursando na presença do xará famoso.

Pontozzz corridozzz? Volta, mata-mata!

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Vitão Raiz

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