Nova regra promete acabar com a ‘cera’ dos goleiros; entenda

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Federação Inglesa prepara mudanças para evitar
Reprodução/@emi_martinez26

Federação Inglesa prepara mudanças para evitar “cera” de goleiros

O goleiro faz uma defesa difícil, cai no chão pedindo atendimento, a equipe médica entra, o técnico aproveita para conversar com o elenco e, quando tudo se resolve dois minutos já se passaram. Se você já se irritou com essa cena, saiba que o futebol inglês aprovou uma nova regra para acabar com ela nesta temporada. A partir do próximo sábado, naCopa da Liga Inglesa, todo time cujo goleiro receber atendimento terá que jogar com um jogador a menos por um minuto após a retomada.

A medida foi aprovada pela Federação Inglesa, Premier League, EFL, National League e WSL, com permissão do IFAB. O técnico terá dez segundos para indicar qual jogador de linha deixará o campo. Se o prazo passar sem indicação, o capitão automaticamente terá que sair.

A prática de simular lesão virou estratégia comum nos últimos anos. Em novembro do ano passado, o técnico do Leeds, Daniel Farke, acusou publicamente o goleiro do Manchester City, Gianluigi Donnarumma, de fingir lesão para quebrar o ritmo do jogo. A nova regra segue a mesma lógica já aplicada a jogadores de linha, que precisam sair do campo por um minuto quando são atendidos pela equipe médica.

Mas há exceções. Um outro atleta não precisará sair se o goleiro afirmar que não precisa de atendimento, se houver colisão entre dois jogadores, se o goleiro for vítima de falta, se estiver sangrando ou se a lesão exigir substituição. Os resultados do teste serão avaliados pelo IFAB ao longo da temporada, e uma mudança permanente pode ser implementada globalmente a partir de 2027/28.

Outros países que podem adotar a regra

A Liga A da Austrália já confirmou que vai testar uma variação da regra na mesma temporada, com uma diferença em relação ao modelo inglês. Em vez de o técnico indicar um jogador, o capitão será sempre o escolhido a deixar o campo. Os resultados dos dois testes serão avaliados pelo IFAB ao longo da temporada.

Se os dados mostrarem que a medida funcionou como inibidor da prática, o IFAB pode implementar a mudança como lei permanente do futebol a partir de 2027-28, o que significaria a adoção global, incluindo Champions League, Copa do Mundo e todas as ligas filiadas à FIFA.

O sistema de impedimento semiautomático já está em funcionamento no Campeonato Brasileiro
REPRODUÇÃO/PREMIERE

O sistema de impedimento semiautomático já está em funcionamento no Campeonato Brasileiro

Implementação do impedimento semiautomático no Brasil

O Campeonato Brasileiro passou a contar com o impedimento semiautomático a partir do returno. A tecnologia, conhecida pela sigla SAOT, foi implementada na 20ª rodada e os primeiros jogos a usarem a ferramenta foram Athletico-PR x Internacional e Santos x Chapecoense, no sábado (25). Premier League, La Liga, Campeonato Mexicano e Belga já utilizavam o mesmo modelo antes da chegada ao Brasil.

A ferramenta foi desenvolvida pela GeniusIQ, plataforma de dados da empresa Genius Sports, após sete meses de trabalho e um investimento de R$ 9,6 milhões da CBF. Cada estádio conta com entre 28 e 32 câmeras de iPhone 17 instaladas e todos os 20 estádios da Série A passaram por pelo menos três testes antes de receberem o aval para uso.

O modelo adotado no Brasil é diferente do que foi usado na Copa do Mundo. No torneio, a tecnologia contava com instrução de voz aos assistentes, decisões automáticas e chip na bola. No Brasileirão, a validação segue sendo feita de forma manual. Nas ligas que já utilizam o mesmo sistema, a redução média no tempo entre a jogada e a tomada de decisão foi de 33%.



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