
De la Fuente e Scaloni fazem embate tático na final da Copa de 2026
O grande campeão da Copa do Mundo de 2026 está muito perto de ser definido. Espanha e Argentina disputam a final, no domingo (19), às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium. Apesar de muitos craques entrarem em campo, o duelo tático fora dele é um dos que gera mais expectativa.
À beira do gramado estarão dois treinadores que construíram suas carreiras na função toda pela seleção. Luis de La Fuente e Lionel Scaloni passaram pelas divisões de base da espanhola e argentina, antes de assumirem o grande desafio de assumir a principal.
Ainda que as trajetórias de cada tenham uma duração distinta, com a do argentino sendo mais longa, ambas são marcadas pelo quase que absoluto sucesso. Não à toa, os dois comandantes acumulam títulos importantes nos trabalhos que vem realizanco.
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Duelo tático entre “aluno e professor”
Para além do duelo tático que promete, a grande decisão do Mundial marca o reencontro entre dois velhos conhecidos. Isso porque De la Fuente foi um dos instrutores de Scaloni, durante um curso que ele fez para obter as licenças de técnico na Espanha — em 2017.
“Além de tê-lo como instrutor no meu curso de treinador, eu tinha uma relação especial com Luis porque, francamente, aprecio sua acessibilidade e sua personalidade. O destino nos reuniu novamente hoje em uma final”, disse o argentino, após a vitória na semifinal da Copa.
Luis de la Fuente com “DNA espanhol”
O comandandante levou a La Roja à final do torneio, após 16 anos, mantendo o mesmo estilo do último e único título dela. Esse, inclusive, que também trouxe resultados durante o ciclo. Não à toa, conquistaram a Liga das Nações (2023) e Eurocopa (2024).
A Espanha de Luis de La Fuente possui um estilo bem ofensivo de jogo, pautado a partir do controle da bola. Ela mantém a posse da mesma e, com paciência, realiza sua fase de construção. Estratégia que aumenta a força ofensiva, mas principalmente a solidez defensiva.
A saída da equipe é feita com uma linha de três, formada por dois zagueiros e um volante central. Os laterais ficam mais avançado para dar suporte aos pontas, que são jogadores incisivos. E dessa forma, abrem espaço no meio a partir dessa grande amplitude formada.
Quando a posse vai para o adversário, os espanhóis fazem o famoso “perde-pressiona” para tentar recuperá-la o quanto antes. Afinal, a forma que se sente mais a vontade se defendendo é tendo ela. Isso ajuda a explicar as linhas altas durante boa parte das partidas.
A “Scaloneta”
O técnico caiu na seleção principal, meio que por acaso. Afinal, assumiu a função internamente — de início. Os resultados, entretanto, falaram por si só. Levou os títulos da Copa América (2021 e 2024) e da Copa do Mundo de 2022, quebrando uma escrita de 36 anos do país.
A “Scaloneta”, como ficou conhecida a Argentina do treinador, é marcada por um estilo ofensivo de jogo. Esse que é pautado, principalmente, pelo controle do meio de campo. As peças do setor possuem qualidade com a bola no pé, mas é nos embates físicos que se destacam mais.
Toda fase de construção é voltada para encontrar um nome: Lionel Messi. Estratégia que foi a chave para a era de sucesso dos “Hermanos”. O craque nunca se sentiu tão à vontade com a camisa da seleção. E pode consolidar esse período com um segundo título consecutivo.
Ter um jogador com 39 anos, cobra seu preço na hora de marcar. Até porque o camisa 10 pouco ajuda nessa parte. Sendo assim, os argentinos tentam sempre recuperar a bola o mais rápido possível. Quando não conseguem, abaixam as linhas e esperam o oponente lá atrás.
Chaveamento do mata-mata da Copa do Mundo
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Copa do Mundo: final
Espanha x Argentina
- Data: 19/07/2026
- Horário: 16h (de Brasília)
- Local: MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos
- Arbitragem: Slavko Vincic (ESL)
- Onde assistir: TV Globo, Sportv, SBT, N Sports, ge tv e CazéTV
Prováveis escalações
Espanha
- Unai Simón; Porro, Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri e Fabián Ruiz; Lamine Yamal, Dani Olmo e Álex Baena; Oyarzabal. Técnico: Luis de la Fuente.
Argentina
- Dibu Martínez; Molina, Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; Simeone, Mac Allister, Paredes e Enzo Fernández; Julián Álvarez e Messi. Técnico: Lionel Scaloni.
