
Michaela Fregonese – Maior onda do Surf Feminino
O surfe sempre foi um esporte machista.
O famoso “clube do bolinha” hipersexualizava o corpo feminino. O que interessava eram os biquínis cada vez menores e concursos de beleza à beira-mar. O desrespeito era absurdo.
Mas isto está mudando, e digo “está mudando” porque ainda vemos aqueles caras que soltam frases tipo: “hoje o mar é só para homens”, ou “em vez de lavar roupa aqui usa sua máquina em casa”, ou “vai surfar enquanto lava o chão”. Geralmente são frases ditas por surfistas que não se garantem dentro d’água.
Como mudou?
Em 2013, a WSL, World Surf League, começou, muito timidamente, a investir nas mulheres surfistas aumentando o número de etapas e premiações.
Somente em 2016, elas passaram a competir oficialmente no circuito de ondas gigantes, onde antes eram exclusivas dos homens. E, em 2019 finalmente, o total em dinheiro da premiação foi igualado ao dos homens.
Nossas feras
As brasileiras Jacqueline Silva, vice campeã mundial em 2004, e Silvana Lima abriram as portas para a nova geração vir com tudo.
E elas vieram! Sophia Medina, irmã do Gabriel Medina, é destaque na pranchinha. Tatiana Weston-Webb é fera e muito temida e admirada no circuito mundial. No longboard, Chloé Calmon é uma das melhores do mundo. Maya Gabeira é nossa incrível detentora do recorde mundial de maior onda surfada por uma mulher em Nazaré, Portugal.
Enfim, patrocínios continuam raros, mas o que importa é que elas não desistiram, lutaram, cresceram e ganham cada vez mais espaços.
Afinal, o esportes dos reis merecia belas rainhas!
O lineup ficou muito mais bonito!
Vamos apoiar!
Até a próxima! Ihii!Pedro Bento
@pedrobento28
