
‘Oh! Calcutta!’ – peça em cartaz na Broadway por 13 anos
Até este sábado (3), a Seleção Brasileira nunca tinha enfrentado a Índia no futebol. E eu, Vitor Guedes, 49 anos, que só assisti ao jogo porque é a minha profissão, poderia viver mais 49 anos sem ver Índia x Brasil que não sentiria falta nenhuma. Também nunca comi hambúrguer de soja e espero desencarnar sem viver essa experiência.
Vale registar que, para efeito de futebol, a Índia tem a mesma importância que a minha ZL tem para o críquete: nenhuma!
Manja aquela brincadeira: “818 mil coisas que você tem que fazer antes de morrer”? Então, entre as 818 mil, não estavam ver Índia x Brasil. Mas a vida é feita de desafios e quem viu, como eu, esperou 28 minutos para o goleiro da Índia engolir um frango em arremate de Estêvão. Pedro ampliou no primeiro tempo. No segundo, mais dois gols rubro-negros, ambos de Samuel Lino.
Já falei demais desta pelada. Quer saber mais de Índia 0x4 Brasil, que não lotou o estádio em Calcutá? O iG relatou aqui:
Falemos de coisas mais divertidas, que estão na minha lista. Ver uma montagem de “Oh! Calcutta!”, peça vanguardista criada pelo britânico Kenneth Tynan (1927-1980), conhecido por quebrar tabus e abusar de cenas explíticas. É aquilo que defino como arte penetrante.
A primeira montagem no Brasil data de 1983, quando ainda vivíamos a ignóbil, abjeta e assassina Ditadura Militar, período, registre-se, exaltado por canalhas. O nome “Oh! Calcutta!” é um trocadilho, não tem a ver com a cidade indiana Calcutá (palco do insosso Índia 0x4 Brasil): o título vem do francês “O quel cul t’as!”, que significa “que grande nádega!”.
Como Índia x Brasil é nádegas, trago uma informação muito mais relevante: “Oh! Calcutta!” ficou 13 anos em cartaz na Broadway: a estreia foi em 24 de setembro de 1976 e a última apresentação em 6 de agosto de 1989. Repito: 13 anos!
Viva a arte! Viva a cultura! Que a Seleção Brasileira volte aos bons tempos do século passado! E que o Brasil não volte à Idade Média.
Eles Não Usam Black-Tie
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Vitão Raiz
Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL! É tudo nosso! É nóis aqui no iG com a coluna Vitão Raiz!
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