
Neymar Jr junto ao seu pai e gestor da carreira
Um inquérito da Polícia Federal trouxe à tona conversas envolvendo negócios milionários nos bastidores do futebol e da política nacional. Segundo as investigações, o empresário Neymar da Silva Santos, pai de Neymar, pressionou o banqueiro Daniel Vorcaro para que fizesse repasses financeiros. O objetivo das investidas seria garantir um contrato de patrocínio de peso para estampar o Banco Master no uniforme do Santos.
De acordo com a polícia, toda a ponte entre o dono do banco e os interessados funcionava por meio do publicitário e lobista Thiago Miranda. As informações são da “Carta Capital”.
Proposta milionária no uniforme e bastidores do Santos
Em 11 de fevereiro de 2025, o intermediário teria perdido a paciência com o atraso dos pagamentos e cobrado uma resposta urgente do banqueiro. A cobrança do pai de Neymar seria por R$ 15 milhões anuais que haviam sido propostos para colocar a logomarca da instituição financeira no uniforme do Peixe. O acordo reservaria R$ 8 milhões na lateral da camisa, R$ 5 milhões na bermuda e mais R$ 2 milhões no meião da equipe.
Reunião em mansão e apontamentos da apuração
As tratativas também teriam envolvido possibilidades de encontros presenciais na residência particular de Vorcaro para discutir os detalhes do contrato. O intermediário Thiago Miranda teria avisado que até mesmo Neymar poderia participar da reunião assim que deixasse o centro de treinamento do Santos.
De acordo com as investigações, o operador preferia tratar dos acertos cara a cara por considerar que os valores eram altos demais para conversas por aplicativo. Ele teria insistido para que Vorcaro recebesse o pai do craque em um jantar reservado.
Apesar das cobranças registradas no telefone do operador, a investigação não encontrou provas de que o encontro presencial tenha acontecido. Da mesma forma, as autoridades policiais destacaram que não existem recibos que comprovem a assinatura do contrato de publicidade nem o depósito de dinheiro nas contas do clube.
