
Torcida do Palmeiras dá show no Centenário, em Montevidéu, na conquista sobre o Flamengo na final da Libertadores de 2021
Torcida, ao contrário do que acredita idiotas que não entendem absolutamente nada de futebol, ganha jogo.
Alguns, que passam longe de serem imbecis, até entendem, mas não pagam o preço de ter mais gente e menos grana por ambição, miopia ou orgulho.
Brindemos o óbvio ululante: torcida que canta e vibra ganha jogo!
Torcida ganha, empata e perde jogos, mas torcida ganha vida, renova vidas, formam coletivos, forma caráter, forma uma sociedade esportiva.
O Palmeiras, que tem muito menos torcedores que o Flamengo e tinha menos pessoas que o Flamengo, ganhou também porque tinha muito mais torcida e almas ventando a favor no Centenário, em Montevidéu, em 27 de novembro de 2021.
O Estudiantes, que divide La Plata com o Gimansia enquanto 90% do povo argentino se divide entre Boca Juniors e River Plate, terá 100% do seu espaço no Centenário formado por torcedores verdadeiramente apaixonados. Essa gente, que pulsou na Neo Química Arena e no Maracanã, povo que foi decisivo e fundamental para chutar Corinthians e Flamengo, vai estar no Centário!
O Palmeiras pode encher os cofres de dinheiro privilegiando preços, vips e agências parceiras, mas a estratégia de vendas de pacotes caríssimos, que vai alijar da decisão parte considerável das almas de torcedores que levaram o clube à final, faz o time perder boa parte do seu favoritismo.
O Verdão pode ganhar? Claro e, dada a enorme diferença técnica e de orçamento, o Palmeiras é ainda favorito contra o Estudiantes La Plata como o Real Madrid e Barcelona, com arquibancadas caras, que parecem muito mais com uma plateia de teatro, infestadas de turistas, são sempre favoritos contra os vibrantes e pulsantes Atlético de Madrid e Athletic Bilbao.
Mas há vitórias que também são um pouco derrotas. E derrotas que são um pouco vitórias. Em Montevidéu, quando ganhou, em Lima, quando perdeu, o Palmeiras se fez presente na arquibancada com a sua gente e, mesmo em menos gente, cantou mais alto que os endinheirados rubro-negros.
Que fique claro, não estou sendo idiota de dizer que o Flamengo não é povão e não tem muita gente. Tem, em todo canto do Brasil. Porém, seus diretores, à Leila Pereira, privilegiaram a grana, pacotes caros e muita gente que não sabe nem onde fica o Maracanã comprou uniforme novo, caro, e conheceu o primeiro estádio no Uruguai…. Deu no que deu…
É desnecessário dizer que não sou, nunca fui e nunca serei palmeirense. Nem torcerei contra o Estudiantes porque não sou imbecil nem hipócrita para repetir essa imbecilidade que o Palmeiras (vale para qualquer time) é o Brasil e blá-blá-blá. Mas sou do futebol, sou paulistano, cercado de palmeirenses desde a infância e sei que a paixão de muitos deles, que cantam, vibram e morrem pelo Palmeiras, não cabem nos pacotes para grã-finos que vivem o Palmeiras muito mais como entretenimento do que como amor da vida.
E, independentemente do meu time de coração, que é o maior rival da Sociedade Esportiva Palmeiras, jamais vou deixar de ver o futebol sob a óptica do torcedor, de quem não ama o esporte por dinheiro e de quem acaba com o seu dinheiro para viver o seu amor.
Torço, com toda a sinceridade alvinegra do meu coração, que todos os amigos que amam o Palmeiras mais do que muito cartola ama dinheiro, consigam ir ao Uruguai empurrar o amor deles.
Não sou, nunca fui nem nunca serei palmeirense, mas, modéstia à parte, tenho a pretensão de afirmar que entendo e respeito a paixão alviverde mais que muita gente que vive do Palmeiras.
E vai, Corinthians!
Nota oficial do Palmeiras sobre os ingressos da final da Libertadores
Nota oficial da Mancha
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Vitão Raiz
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