
Paulinho, jogador do Palmeiras
O Palmeiras venceu a Chapecoense por 1 a 0, neste domingo, em uma partida caótica, longa e marcada por decisões polêmicas da arbitragem de Felipe Fernandes de Lima. Paulinho fez o gol do Verdão no segundo tempo, mas o jogo só terminou depois de um gol anulado da Chape pelo VAR e de um pênalti desperdiçado por Bolasie no último lance.
A equipe catarinense chegou a empatar aos 49 minutos, com Ítalo, depois de uma sequência de cruzamentos na área. O lance, porém, foi revisado no vídeo, e Felipe Fernandes de Lima marcou falta em Murilo, anulando o gol aos 55 minutos.
O roteiro ainda teve mais um capítulo. Já depois dos acréscimos inicialmente dados, o árbitro foi novamente ao VAR e marcou pênalti de Khellven em Neto Pessoa. Bolasie cobrou aos 64 minutos do segundo tempo, acertou o travessão de Marcelo Lomba e perdeu a chance de arrancar o empate para a Chapecoense.
Arbitragem vira personagem
A atuação de Felipe Fernandes de Lima pesou diretamente na leitura da partida. O jogo teve expulsão, gol anulado, revisão de pênalti depois do tempo inicialmente indicado e uma sequência de decisões que fizeram a arbitragem assumir protagonismo maior do que o próprio futebol jogado.
No primeiro tempo, Allan recebeu cartão vermelho direto por pisão em Giovanni Augusto, aos 42 minutos. O VAR não recomendou revisão, e o Palmeiras precisou jogar toda a segunda etapa com um jogador a menos.
Na reta final, a arbitragem voltou ao centro da partida. Primeiro, validou em campo o gol de Ítalo aos 49 minutos. Depois, com auxílio do VAR, anulou o lance por falta em Murilo. Na sequência, quando o jogo já ultrapassava os acréscimos dados, veio nova checagem e a marcação de pênalti para a Chapecoense.
O excesso de interferências, a demora nas decisões e a sensação de falta de controle deixaram a partida truncada e com pouco ritmo nos minutos finais. Para um jogo que já era tenso pelo placar apertado, a arbitragem ruim ampliou o nervosismo dos dois lados.
Palmeiras cria, mas perde Allan
Antes da confusão final, o Palmeiras havia começado melhor. Logo aos cinco minutos, Khellven encontrou Allan, que percebeu a ultrapassagem de Luighi. O atacante recebeu dentro da área e finalizou bem, mas Anderson fez grande defesa e salvou a Chapecoense.
O time de Abel Ferreira tentou acelerar pelos lados e também arriscou de fora da área. Arthur finalizou duas vezes sem direção, Marlon Freitas mandou por cima e Allan quase marcou um golaço aos 34 minutos, depois de conduzir desde a defesa, passar por marcadores e bater rasteiro para nova defesa de Anderson.
A Chapecoense teve menos profundidade, mas incomodou em lances pontuais. Bolasie cabeceou para defesa de Marcelo Lomba aos oito minutos e voltou a aparecer com perigo aos 46, quando antecipou Bruno Fuchs dentro da área e finalizou ao lado do gol.
O vermelho para Allan mudou a partida. Até ali, o meia era um dos melhores em campo. Depois da expulsão, o Palmeiras perdeu capacidade de condução, precisou reorganizar o meio e passou a jogar de forma mais econômica.
Paulinho entra e decide
Abel mexeu no intervalo para ajustar o time com dez. Riquelme Fillipi entrou no lugar de Luis Pacheco, e Larson substituiu Lucas Evangelista. O Palmeiras passou a se proteger mais e escolher melhor os momentos de acelerar.
A Chapecoense voltou com a obrigação de aproveitar a vantagem numérica. Teve mais bola, abriu o campo e buscou cruzamentos, mas encontrou dificuldade para criar chances limpas.
Paulinho entrou aos 11 minutos no lugar de Luighi e virou a principal saída ofensiva do Palmeiras. Aos 18, recebeu na entrada da área, girou bem e tinha espaço para finalizar, mas preferiu o passe para Riquelme. Um minuto depois, corrigiu a escolha.
Felipe Anderson recebeu pelo meio e encontrou Paulinho na entrada da área. O atacante dominou já atacando o espaço, passou pela marcação e tocou com categoria no canto, tirando do goleiro Anderson. Foi o gol que decidiu a partida.
Chape pressiona, empata, mas VAR anula
Depois do gol, o Palmeiras baixou as linhas. A Chapecoense cresceu na reta final e passou a insistir nas bolas levantadas. Aos 40 minutos, Ítalo ganhou de Khellven e cruzou, mas Lomba saiu bem para ficar com ela.
Aos 49, a pressão parecia ter dado resultado. Jean Carlos cruzou, Bolasie disputou pelo alto, Bruno Fuchs cortou parcialmente, e a sobra ficou com Ítalo dentro da área. O atacante bateu forte, a bola passou por baixo das pernas de Fuchs e entrou.
A Chapecoense comemorou o empate, mas o VAR chamou Felipe Fernandes de Lima para revisar possível falta em Murilo. Aos 55 minutos, o árbitro anulou o gol e devolveu a vantagem ao Palmeiras.
O jogo, porém, ainda não tinha acabado. Aos 61, depois de nova checagem no vídeo, o árbitro marcou pênalti de Khellven em Neto Pessoa. Bolasie foi para a cobrança aos 64, bateu alto e acertou o travessão. Na sequência, aos 65, o árbitro encerrou a partida.
Pausa chega com liderança preservada
A vitória tem peso importante para o Palmeiras porque veio em cenário adverso. O time jogou todo o segundo tempo com um a menos, encontrou o gol com Paulinho, teve um empate anulado contra si nos acréscimos e ainda viu Bolasie perder um pênalti no último lance.
O calendário nacional será paralisado durante a Copa do Mundo de 2026, disputada entre 11 de junho e 19 de julho. O elenco principal do Palmeiras tem retorno das férias e reapresentação marcados para 22 de julho, na Academia de Futebol.
O próximo compromisso oficial do Verdão pelo Brasileirão será contra o Coritiba, em 22 de julho, ainda com horário a confirmar. Depois, o Palmeiras recebe o Atlético-MG em 26 de julho e visita o Vitória em 29 de julho.
A Chapecoense volta ao Brasileirão contra o Flamengo, também em 22 de julho, ainda sem horário definido. Na sequência, enfrenta Santos, em 26 de julho, e Vasco, em 29 de julho.

