Parreira segue estável e respirando com ajuda de aparelhos

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Parreira está internado no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, desde quarta-feira (17)
Rafael Ribeiro / CBF

Parreira está internado no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, desde quarta-feira (17)

Carlos Alberto Parreira está internado na UTI do Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com um quadro de inflamação pulmonar. A última atualização fornecida ao jornal O Dia, aponta que não houve alterações no estado de saúde do antigo técnico de quinta (18) para sexta-feira (19).

Parreira está internado desde quarta-feira (17), e de acordo com o hospital, está estável e respira com ajuda de aparelhos. Ele luta contra um câncer que ataca o sistema linfático, conhecido como linfoma de Hodgkin, desde 2023.

Carlos Alberto Parreira comandou o Brasil na campanha do tetracampeonato mundial
Reprodução/X

Carlos Alberto Parreira comandou o Brasil na campanha do tetracampeonato mundial












 Carlos Alberto Parreira, de 83 anos, foi um dos técnicos mais vitoriosos do Brasil. Parreira participou da campanha do tricampeonato da seleção brasileira no México como preparador físico, esteve no comando da seleção brasileira em 2006 e na Copa de 2014 como coordenador técnico. Por clubes, ele teve passagens por Bragantino, São Paulo, Santos, Corinthians, Valencia e Fenerbahçe, entre outros, sendo a mais marcante pelo Fluminense, onde foi campeão brasileiro em 1984.

Parreira chegou a treinar outras seleções ao longo da carreira, como Gana, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e África do Sul. Entretanto, sua maior conquista foi no comando da seleção brasileira para conquistar o tetracampeonato nos Estados Unidos em 1994.

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A Copa de 1994 nos EUA

Em 1994, Parreira devolveu o título ao Brasil após 24 anos de espera. A campanha nos Estados Unidos não teve o futebol vistoso que a torcida cobrava, mas o técnico nunca se incomodou com a crítica. Em entrevista concedida para a Tribuna do Norte 30 anos depois, rebateu quem chamava o time da época de defensivo. “A seleção nunca foi defensiva, era organizada. A gente sempre teve domínio e controle dos jogos. De tudo, a coisa mais difícil foi a campanha nas Eliminatórias de 1993”, disse.

O Brasil passou pela fase de grupos com vitórias sobre Rússia, por 2 a 0, e Camarões, por 3 a 0, além de um empate com a Suécia. No mata-mata, eliminou os Estados Unidos por 1 a 0 no dia 4 de julho, feriado da independência americana, venceu a Holanda por 3 a 2 e a Suécia por 1 a 0. A final contra a Itália terminou 0 a 0 no Rose Bowl, em Pasadena, e o Brasil venceu nos pênaltis por 3 a 2 após Roberto Baggio desperdiçar a última cobrança.

A final da Copa de 1994 foi a última em que todos os jogadores usaram chuteiras pretas
REPRODUÇÃO/FIFA

A final da Copa de 1994 foi a última em que todos os jogadores usaram chuteiras pretas

Romário foi o nome do torneio, eleito o melhor jogador pela FIFA com cinco gols. Antes mesmo de embarcar para os Estados Unidos, o atacante viveu dias de tensão. Seu pai foi sequestrado no Rio de Janeiro em maio daquele ano e ficou desaparecido por quase uma semana.

Romário também havia sido cortado da seleção em 1992, após um episódio com Zagallo, e só voltou ao grupo pressionado pela torcida e por um jogo decisivo contra o Uruguai no Maracanã. Ronaldo Fenômeno, com apenas 17 anos, foi convocado por Parreira, mas não saiu do banco em nenhum jogo. Na celebração do título, os jogadores estenderam uma faixa no gramado em homenagem a Ayrton Senna, que havia falecido em um acidente, em 1º de maio daquele ano.



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