Pedido de Casares para paralisar investigação sofre novo revés na Justiça

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Defesa tenta afastar força-tarefa responsável pelo inquérito
Foto: Reprodução/Youtube

Defesa tenta afastar força-tarefa responsável pelo inquérito

A tentativa de Julio Casares de interromper uma das investigações envolvendo sua passagem pela presidência do São Paulo sofreu mais um revés. O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido liminar apresentado pela defesa do ex-dirigente para suspender o inquérito sobre movimentações financeiras nas contas do clube e depósitos em contas pessoais, de acordo com o portal “Uol”.

O caso envolve saques de R$ 11 milhões em dinheiro vivo realizados nas contas do São Paulo e depósitos que totalizam R$ 1,5 milhão nas contas de Casares. As operações são investigadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. O ex-presidente, em contrapartida, questiona a designação dos responsáveis pela apuração e a condução do procedimento.

Defesa de Casares questiona atuação do Ministério Público

No habeas corpus apresentado ao STJ, os advogados alegam que os promotores assumiram uma condução direta da investigação e direcionaram as diligências contra Casares. Outro argumento é que a força-tarefa responsável pelo acompanhamento do caso não teria atribuição legal para atuar daquela maneira.

A decisão inicial, entretanto, não identificou irregularidade na participação dos integrantes do MP. De acordo com o relator, a designação de uma equipe para trabalhar em conjunto com o promotor natural da investigação não configura, por si só, uma ilegalidade. O ministro também considerou que os questionamentos sobre a atuação dos promotores exigem uma análise mais aprofundada, incompatível com a decisão urgente solicitada pela defesa.

O pedido ainda não representa o julgamento definitivo do habeas corpus. O Ministério Público e as instâncias judiciais envolvidas deverão apresentar suas manifestações antes de uma análise mais ampla do caso. A Justiça de São Paulo já havia rejeitado uma contestação semelhante apresentada anteriormente por Casares.

Três frentes de investigação atingem o São Paulo

A apuração financeira é apenas uma das três investigações policiais relacionadas a possíveis irregularidades no São Paulo. Outra envolve a suspeita de exploração de camarotes clandestinos por dirigentes. A terceira busca esclarecer possíveis problemas em contratos ligados ao clube social.

O episódio financeiro ganhou repercussão após a identificação de saques sucessivos nas contas do Tricolor e depósitos em dinheiro nas contas pessoais do ex-presidente. Além disso, a investigação procura esclarecer a origem, a finalidade e o destino das movimentações. Até o momento, Casares permanece na condição de investigado, sem condenação pelos fatos apurados.

O caso também teve consequências políticas dentro do clube. Casares deixou a presidência após a crise que culminou em seu afastamento e renúncia, além de ter sido expulso do quadro associativo. O ex-dirigente, por outro lado, tenta reverter essa última decisão na Justiça.



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