Pivô de crise no Paraguai, Ueno tinha milhões da CONMEBOL

Esportes


Pivô de crise no Paraguai, Ueno tinha milhões da CONMEBOL
Divulgação / CONMEBOL

Pivô de crise no Paraguai, Ueno tinha milhões da CONMEBOL

Pivô da imensa crise econômica que vive o Paraguai nesta semana, o Ueno Bank tinha dinheiro da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) antes da intervenção do Banco Central do país.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal argentino Clarín, a entidade máxima do futebol da América do Sul tinha cerca de 14 milhões de dólares (na cotação atual, R$ 76,8 milhões) investidos na instituição financeira.

Crise envolvendo o Ueno Bank derrubou o presidente Santiago Peña
Reprodução/X

Crise envolvendo o Ueno Bank derrubou o presidente Santiago Peña

Os valores correspondem a um depósito a prazo fixo feito pela CONMEBOL no local.

Segundo declarações de representantes da entidade ao jornal argentino, a quantia, que corresponde a menos de 3% de todo o faturamento atual do órgão, não irá afetar as premiações da Libertadores e da Sul-Americana.

Protesto de estrelas paraguaias

Jogadores da seleção do Paraguai, incluindo o zagueiro Gustavo Gómez, que atualmente defende o Palmeiras, divulgaram uma carta em protesto ao caos econômico que o país vive nesta semana.

O comunicado divulgado por alguns dos principais atletas paraguaios afirma que a crise afeta todos, mas o foco neste momento deve ser a classe trabalhadora.

“Neste momento, nossa maior preocupação não é conosco. Nossa prioridade absoluta deve ser a classe trabalhadora. Aqueles que tinham todas as economias de uma vida inteira investidas ali. As pessoas de menos recursos, que hoje estão em situação de total vulnerabilidade. São elas que mais precisam de apoio e que devem estar em primeiro lugar diante de qualquer medida a ser tomada”, diz a carta.

SAIBA MAIS: Veja a carta dos jogadores paraguaios na íntegra

Crise culminou na queda do presidente; entenda

A crise que levou à  renúncia de Santiago Peña começou com os problemas financeiros do banco digital Ueno, que tem cerca de 2,9 milhões de clientes no Paraguai. A instituição passou a ser investigada por possíveis irregularidades depois que uma revisão de seus balanços revelou que sua capacidade de pagar as próprias dívidas havia caído para menos da metade do nível mínimo exigido por lei.

Na segunda-feira (02), o Banco Central do Paraguai decidiu começar um processo de intervenção para tentar resolver a situação do  Ueno. A medida suspendeu as operações do banco e deixou o dinheiro dos clientes temporariamente indisponível. Enquanto isso, as autoridades passaram a avaliar as contas da instituição e a definir como os valores depositados serão devolvidos.

A preocupação aumentou porque o Ueno administrava aproximadamente US$ 850 milhões (cerca de R$ 4,68 bilhões) em recursos públicos, incluindo dinheiro do Instituto de Previdência Social (IPS) e de fundos de aposentadoria.

O caso provocou protestos em Assunção, capital do Paraguai. Clientes foram às ruas cobrar a devolução de todo o dinheiro depositado, enquanto aposentados que recebem benefícios do governo por meio do banco também enfrentaram dificuldades para acessar seus recursos.

Na terça-feira (03), Carlos Carvallo renunciou à presidência do Banco Central após sofrer pressão política. Antes de assumir o comando do órgão, ele havia ocupado um cargo de direção em uma instituição que deu origem ao Ueno. Por causa dessa ligação, parlamentares passaram a questionar se Carvallo havia fiscalizado o banco de maneira adequada.

Outro ponto que aumentou a pressão que resultou na renúncia do presidente paraguaio nesta quinta-feira (05) foi sua ligação com o grupo que controla o Ueno. Santiago Peña foi sócio do Grupo Vázquez até março de 2025, o que levou a oposição a cobrar explicações sobre a relação entre o governo e a instituição financeira.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *