quais as similaridades dos comandos de Filipe Luís

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Os trabalhos de Filipe Luís à frente do Monaco e do Flamengo têm semelhanças
Adriano Fontes / Flamengo

Os trabalhos de Filipe Luís à frente do Monaco e do Flamengo têm semelhanças

A mudança de país não significou uma mudança completa na forma de Filipe Luís enxergar o futebol. Depois de uma passagem vitoriosa pelo Flamengo, o treinador levou para o Monaco ideias que já estavam presentes no trabalho realizado no Rio de Janeiro. Pressão alta, intensidade sem a bola, construção desde a defesa e participação ativa dos jogadores na proposta são alguns dos pontos que aproximam os dois trabalhos.

No Monaco, os primeiros resultados já deram força à comparação. A equipe começou a temporada com quatro vitórias consecutivas em jogos oficiais e mostrou, desde as primeiras partidas, características que remetem ao estilo adotado por Filipe no Flamengo. Na França, porém, o treinador começa a adaptar sua filosofia a um novo elenco e a um futebol diferente do brasileiro.

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Filipe Luís
Divulgação/Monaco

Filipe Luís

Pressão começa no campo de ataque

No Flamengo,  Filipe Luís construiu uma equipe que não esperava simplesmente o adversário para recuperar a bola. A intenção era incomodar a saída desde os primeiros metros e reagir rapidamente quando a posse fosse perdida. A pressão alta fazia parte da estratégia para manter o time próximo do gol adversário e recuperar a bola em condições favoráveis.

A ideia continua presente no Monaco. Em entrevista sobre sua comissão técnica, Filipe explicou que a equipe precisa estar preparada para “pressionar alto” e “defender muito alto”, o que exige dos jogadores capacidade para percorrer grandes distâncias durante os 90 minutos. A preparação física, portanto, aparece diretamente ligada ao modelo de jogo.

A intensidade também é uma característica que o treinador faz questão de levar para os treinamentos. Logo no primeiro dia de trabalho no clube francês, Filipe participou ativamente da atividade e explicou que gosta de estar próximo dos jogadores para corrigir os movimentos e acelerar a compreensão de suas ideias.

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Filipe Luís
Reprodução X/@AS_Monaco

Filipe Luís

Posse de bola para controlar o jogo

Com a bola, a lógica também é parecida. No Flamengo, Filipe Luís defendia uma equipe capaz de controlar as partidas através da posse, mas sem transformar a troca de passes em um objetivo por si só. A circulação servia para encontrar espaços, avançar pelo campo e manter o adversário sob pressão.

No Monaco, o treinador encontrou um elenco que tenta seguir a mesma lógica. A equipe busca construir as jogadas desde trás, aproximar os jogadores e ocupar o campo ofensivo. A diferença está nas soluções encontradas para executar o plano, já que Filipe conta agora com características diferentes das que tinha no Flamengo.

O próprio treinador resumiu sua preferência ao explicar a escolha pelo Monaco. Filipe afirmou que gosta de atacar, ter a posse e fazer com que o jogador que tenha a bola sempre encontre opções de passe. A declaração ajuda a entender por que a proposta apresentada na França mantém tantas semelhanças com a do período no futebol brasileiro.

Filipe Luís durante treinos do Monaco
Reprodução/AS Monaco

Filipe Luís durante treinos do Monaco

Comissão técnica atravessa o Atlântico

A semelhança entre os dois trabalhos não fica restrita ao campo. Filipe Luís chegou ao Monaco acompanhado por Ivan Palanco e Diogo Linhares, profissionais que já trabalhavam com ele no Flamengo. O clube brasileiro confirmou a saída dos dois junto com o treinador em março.

A presença da dupla facilita a continuidade da metodologia. No Flamengo, Ivan tinha papel importante na organização dos treinamentos e na construção do modelo de jogo ao lado de Filipe. Diogo, por sua vez, era responsável pela preparação física e já conhecia as exigências do treinador.

No Monaco, os dois passaram a fazer parte novamente da estrutura de Filipe. O próprio treinador definiu Ivan como seu “braço direito” e explicou que o auxiliar participa da elaboração do modelo de jogo e da organização das sessões de treinamento.

Filipe Luís
Reprodução/AS Monaco

Filipe Luís

Jovens também estão no radar

Outro ponto de aproximação está na relação com jogadores jovens. No Flamengo, Filipe Luís ficou conhecido por dar espaço a atletas formados no clube e por participar diretamente do desenvolvimento dos jogadores. No Monaco, ele encontrou um ambiente em que a formação de talentos também ocupa espaço importante no projeto.

Um dos nomes que chamou a atenção do treinador foi Lamine Camara.  O meio-campista senegalês, de 22 anos, recebeu elogios públicos de Filipe antes do início da Ligue 1. O brasileiro destacou a capacidade do jogador sem a bola e sua disposição para trabalhar pelo coletivo.

Camara, inclusive, esteve entre os titulares do Monaco na vitória por 2 a 0 sobre o Olympique de Marseille. Outro jovem, Paris Brunner, também ganhou protagonismo no início da temporada e marcou os dois gols da partida. A utilização dos atletas mostra que a aposta em juventude também começa a fazer parte da nova etapa da carreira do treinador.

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