
Kelvin é o jogador mais participativo da Kings League
Na Kings League Brasil, algumas equipes construíram elencos bastante equilibrados. Outras, porém, têm uma dependência maior de seus principais jogadores. Os números do Split 2 mostram que a produção ofensiva de alguns times passa diretamente por nomes como Kelvin Oliveira, Davi Ilario e Luan “Mestre”.
O caso mais evidente é o G3X. A equipe marcou 62 gols na competição, enquanto Kelvin Oliveira balançou as redes 33 vezes. Dessa forma, o artilheiro foi responsável por cerca de 53% dos gols do time. Além disso, K9 terminou o torneio como artilheiro da competição e também somou seis assistências.
A dependência do G3X, no entanto, não significa que o time tenha apenas um jogador decisivo. Ton também apareceu em momentos importantes, enquanto Andreas Vaz terminou entre os líderes de dribles do campeonato. Além disso, a equipe teve 53,84 de gols esperados, o melhor número da competição, o que indica uma produção ofensiva que vai além das finalizações de Kelvin.
Davi Ilario e Luan Mestre também se destacam
No DesimpaiN, a concentração é menor. Davi Ilario marcou 21 dos 66 gols da equipe, aproximadamente 32% da produção ofensiva. O atacante também deu dez assistências, liderando o campeonato nesse quesito. Assim, além de finalizar, Davi participa diretamente da construção das jogadas e aparece como o principal jogador ofensivo do campeão do Split 2.
A diferença ficou clara também durante a campanha do título. Davi terminou o Split 2 com 21 gols e dez assistências e recebeu o prêmio de melhor jogador da competição. O DesimpaiN, por outro lado, chegou aos 66 gols, maior marca entre os dez participantes, e teve outras peças importantes no ataque. Luisinho Alves, por exemplo, marcou dois gols na final contra o G3X.
Outro exemplo aparece no Podpah Funkbol. Luan “Mestre” marcou 19 dos 58 gols da equipe, o equivalente a cerca de 33%. O atacante ficou em terceiro lugar na artilharia geral e foi o principal responsável pelo volume ofensivo do time.
A concentração também pode ser observada em equipes com menor produção ofensiva. A Loud, por exemplo, marcou 44 gols em dez partidas, enquanto o clube passou por momentos nos quais diferentes jogadores assumiram o protagonismo. Já a Furia terminou com 37 gols, e o desempenho de Lipão foi importante, mas a equipe teve participação de outros nomes em momentos decisivos.
Jogo da Kings League favorece estilos diferentes
A análise, porém, não deve considerar apenas os gols. A Kings League tem cartas especiais, shootouts e situações de superioridade ou inferioridade numérica que mudam rapidamente o cenário das partidas. Por isso, jogadores capazes de criar chances, driblar e participar da construção também exercem influência que não aparece somente na artilharia.
Nesse aspecto, Davi Ilario é novamente um exemplo. Além dos 21 gols, ele terminou com 45 dribles, segunda maior marca da competição, e dez assistências. Andreas Vaz, do G3X, liderou o campeonato nesse fundamento, com 47 dribles.
A comparação também ajuda a entender por que a ausência de uma estrela pode pesar tanto. Davi, por exemplo, perdeu parte do Mundial por lesão e o DesimpaiN precisou encontrar outras soluções no ataque. Na estreia da competição internacional, a equipe perdeu para o Stallions por 6 a 5 justamente no jogo em que o atacante se lesionou na primeira jogada.
Assim, entre os principais candidatos, o G3X é o time que mais depende de um único jogador na hora de marcar gols. Kelvin respondeu por aproximadamente 53% da produção da equipe no Split 2.

