
Neymar é o maior artilheiro da história da seleção brasileira
Depois de mais de um mês se recuperando de uma lesão na panturrilha direita que o afastou dos gramados, o meia-atacante Neymar enfim está apto para voltar às ações e estará à disposição do técnico Carlo Ancelotti no compromisso decisivo desta quarta-feira (24), diante da Escócia, pela terceira rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026.
A atualização sobre o camisa 10 veio do próprio comandante italiano na última terça, durante entrevista coletiva na sala de imprensa do Hard Rock Stadium, em Miami, palco do compromisso de logo mais da Seleção Brasileira. “Neymar está disponível. Trabalhou bem nesta semana, se preparou bem para a partida. Pode jogar, assim como outros jogadores. Estamos muito contentes que ele está de volta, porque, obviamente, tem muita qualidade e pode ajudar a equipe”, disse Ancelotti.
Caso receba minutos em campo contra os escoceses, o maior artilheiro da história do Brasil participará de sua quarta edição de Mundial. Antes, Neymar já havia disputado as Copas de 2014, 2018 e 2022, tendo anotado 8 gols e 4 assistências em 13 aparições.
Relembre

Neymar na Copa do Mundo de 2014
A Copa do Mundo de 2014 foi a primeira de Neymar pela Seleção. O craque, com 22 anos à época, encerrou o torneio com 5 jogos e 4 gols, tendo anotado os dois primeiros tentos logo na estreia contra a Croácia, na abertura realizada na Neo Química Arena em 12 de junho.
Já considerado o principal jogador do Brasil naquele ano, Neymar encerrou sua trajetória no Mundial de 2014 de uma maneira traumática – assim como a própria Seleção, pelo fatídico 7 a 1 sofrido na semifinal. No jogo anterior ao embate contra os alemães, o camisa 10 sofreu uma dura entrada do colombiano Zúñiga, fraturando a terceira vértebra lombar. O jogador ficou meses fora de combate e precisou utilizar cadeira de rodas no início de sua delicada recuperação.
Copa de 2018

Neymar em ação contra o México
Mais maduro, Neymar chegou ao Mundial de 2018 como um dos atletas mais renomados do planeta, já tendo se transferido do Barcelona para o PSG pela quantia recorde de € 222 milhões (cerca de R$ 800 milhões na cotação da época). O montante é o maior pago por um jogador até os dias de hoje, cerca de oito anos depois.
Naquela Copa do Mundo, Neymar, com 26 anos, somou dois gols e duas assistências em cinco jogos. Na estreia contra a Suíça, o craque foi caçado em campo. Teve o meião rasgado e sofreu 10 faltas ao longo dos 90 minutos.
O jogador até recebeu a fama de “cai-cai”, que logo se tornou viral, com vídeos e sátiras sendo publicados nas redes sociais por toda parte. Ainda assim, o craque teve uma trajetória de importância naquela campanha da Seleção, enquanto se recuperava de uma lesão no 5º metatarso do pé direito. Ele ajudou a equipe a se classificar contra o México, nas oitavas, e foi participativo no duelo contra a Bélgica na fase seguinte, em que o Brasil acabou sendo eliminado em jogo para lá de polêmico até os dias de hoje.
Copa de 2022

Neymar após a eliminação para a Croácia
Na última Copa do Mundo, em 2022, no Catar, Neymar continuava a ser o protagonista da Seleção, mas dessa vez, podia dividir os holofotes com outros jogadores de prestígio. Vini Jr., por exemplo, já começava a despontar como uma estrela do poderoso Real Madrid.
Mas, focando no camisa 10, Neymar lutou contra uma lesão na fase de grupos, sofrida logo no primeiro jogo, contra a Sérvia. O astro foi alvo de 9 faltas e precisou ser substituído na segunda etapa, chorando, com dores no tornozelo direito. No entanto, pôde retornar nas oitavas de final marcando contra a Coreia do Sul. Na fase seguinte, nas temidas quartas de final, contra a Croácia, o meia-atacante fez o único gol da Seleção no jogo, em uma bela trama trabalhada. O importante tento veio na reta final do jogo, costurando a defesa croata e driblando o goleiro para explodir os corações verde-amarelos.
Contudo, o Brasil acabou se expondo e sofrendo o gol de empate a poucos minutos para o fim do segundo tempo da prorrogação, sendo eliminado nas cobranças de pênaltis, reforçando o pesadelo traumático contra as seleções europeias.

