relembre os atacantes do Flamengo em Copas

Esportes


Pedro foi convocado pela Seleção Brasileira nesta Data FIFA
Ricardo Nogueira/CBF

Pedro foi convocado pela Seleção Brasileira nesta Data FIFA

Presente na Copa do Mundo de 2022, convocado por Tite na ocasião, o atacante Pedro, do Flamengo, voltou a compor a lista da Seleção Brasileira nesta Data FIFA por opção de Carlo Ancelotti.

Diante da escassez de jogadores na posição, o artilheiro mantém vivas as esperanças de replicar o que faz pelo time carioca na Amarelinha e, assim, garantir uma vaga no ataque do Brasil no Mundial de 2030. Se conseguir, o camisa 9 repetiria um feito conquistado antes somente por Leônidas, em 1938, e por Dida, em 1958: ser o centroavante titular da Seleção em uma Copa do Mundo enquanto jogador do Fla.

Relembre

Leônidas era a grande estrela do futebol brasileiro em 1938
Gerência de Memória e Acervo CBF

Leônidas era a grande estrela do futebol brasileiro em 1938

Em 1938, a Seleção Brasileira foi impulsionada pela bela campanha de Leônidas, então atacante do Flamengo. Depois dos fiascos nas duas últimas edições do Mundial, o Brasil enfim conseguia passar da primeira fase, chegando até o terceiro lugar da competição naquele ano.

O Diamante Negro, como era apelidado, foi titular daquele time treinado por Ademar Pimenta e foi o grande nome da Seleção na Copa. Fez três gols logo no primeiro jogo, na vitória por 6 a 5 na prorrogação contra a Polônia. Depois, Leônidas balançou as redes novamente, diante da Tchecoslováquia, no empate em 1 a 1 e no confronto de desempate, que era adotado em vez da disputa por pênaltis, e foi vencido por 2 a 1 pelo Brasil, com um gol do flamenguista.

Sem Leônidas nas semifinais, lesionado, a Seleção caiu para a campeã Itália. Já na disputa de terceiro colocado, o time canarinho atropelou a Suécia por 4 a 2, com dois tentos do Diamante Negro, artilheiro daquela Copa com sete gols anotados, tendo marcado seu nome na história da Amarelinha.

Dida

Dida - Flamengo
Reprodução

Dida – Flamengo

Grande ídolo de Zico e segundo maior artilheiro da história do Flamengo, com 264 gols em 358 jogos, Dida começou a Copa do Mundo de 1958 como títular da Seleção Brasileira, dirigida por Vicente Feola. 

Multicampeão pelo clube carioca, o antigo atacante iniciou a campanha do primeiro título mundial do Brasil com uma vaga garantida no time, mas que logo foi perdida já no segundo jogo, depois da vitória por 3 a 0 sobre a Áustria. 

A troca causou certo “climão” nos bastidores à época, uma vez que Dida foi barrado para a entrada de Vavá no comando de ataque, no segundo jogo. No terceiro compromisso, contra a União Soviética, Pelé, que se recuperava de uma contusão, venceu a queda de braço e passou a liderar o ataque brasileiro, com apoio e pressão das lideranças do elenco. Naquele momento, a comissão técnica promoveria também a entrada de Mané Garrincha entre os 11 principais. 

Relatos da época dão conta de que Dida, em um primeiro momento, ficou “profundamente chateado” por perder o seu espaço, mas mesmo assim, seguiu junto do elenco até o fim da Copa, que se tornaria a primeira estrela na camisa verde-amarela. 

Pedro busca uma chance

Pedro, atacante do Flamengo
Gilvan de Souza/Flamengo

Pedro, atacante do Flamengo

Ídolo incontestável no Rubro-Negro, Pedro ainda persegue uma maneira de se consolidar no ataque da Seleção Brasileira. 

Convocado pela primeira vez ainda quando defendia o Fluminense, depois da Copa de 2018, o atacante ainda não convenceu quando o tema é a camisa do Brasil.  São 6 jogos e apenas um gol pela equipe principal, marcado em 2022 em amistoso preparatório vencido por 5 a 1 sobre a Tunísia. Na Copa de 2022, quando entrou, Pedro não foi às redes, assim como nos compromissos oficiais pelas Eliminatórias para o Mundial do mesmo ano.

Depois de ficar de fora do Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá, o atacante voltou a figurar na lista de convocados da Seleção Brasileira. O jogador deverá ser titular da equipe no último amistoso do Brasil na Data Fifa, contra a Índia, amanhã às 11h (horário de Brasília). 

Ao receber mais uma oportunidade, desta vez, com  Ancelotti,  o craque de 29 anos sabe que precisa ligar o “alerta” se quiser repetir o que uma vez, há muito tempo, alcançaram Leônidas e Dida.



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