
Diretoria depende de acordo com a Ticketmaster para reunir R$ 140 milhões
Com dificuldades financeiras, o São Paulo definiu o fim de setembro como novo prazo para quitar os direitos de imagem atrasados do elenco. Inicialmente, estava previsto a quitação das dívidas no começo de agosto. No entanto, o Tricolor Paulista não conseguiu cumprir o prazo combinado com os jogadores, de acordo com o “Portal ge”.
No início de julho, a diretoria de futebol se reuniu com os atletas e apresentou o prazo de um mês. Sergio Pimenta, diretor financeiro, também participou da conversa. Na ocasião, os jogadores entenderam a situação. Porém, dependia da aprovação do contrato com a Ticketmaster, que prevê R$ 140 milhões em recebimento antecipado.
São Paulo depende de acordo para quitar dívida
O acordo já passou pelo Conselho de Administração, que aprovou a operação por unanimidade. Agora, o contrato ainda precisa passar pelo Conselho Deliberativo, que não definiu uma data para analisar a proposta. Enquanto isso, o São Paulo continua com pelo menos dois vencimentos de direitos de imagem em aberto. A diretoria comunicou o novo prazo às torcidas organizadas durante uma reunião na última semana.
Além disso, o clube mantém como prioridade os pagamentos registrados em CLT. Segundo o planejamento da direção, essa parte dos salários segue em dia, enquanto os atrasos atingem principalmente os direitos de imagem.
A maior parte do elenco possui dois meses de valores pendentes. Entretanto, o débito varia de acordo com cada jogador e com os respectivos contratos. No início do ano, o presidente Harry Massis também firmou um acordo para quitar dívidas antigas deixadas pela gestão de Julio Casares. O clube programou esses pagamentos em parcelas ao longo de 2026.
Em julho, Rafinha confirmou a existência dos atrasos, no entanto, afirmou que o acordo referente às dívidas antigas seguia normalmente. A pendência atual, dessa forma, envolve principalmente os pagamentos recentes de imagem.
O vencimento mais recente ocorreu no dia 28. O São Paulo deveria pagar uma nova parcela de direitos de imagem e salários, mas novamente não quitou os valores de imagem. A dívida, nesse sentido, chegou a dois meses. A diretoria, por sua vez, trabalha para cumprir o novo prazo de setembro e depende da aprovação do contrato com a Ticketmaster para reforçar o caixa.

