São Paulo vive tensão política antes de eleição presidencial

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Massis e Olten acumulam divergências desde o início da gestão
Foto: Reprodução/Divulgação

Massis e Olten acumulam divergências desde o início da gestão

O São Paulo vive meses de tensão antes da próxima eleição presidencial do clube. A relação entre Harry Massis e Olten Ayres ficou ainda mais desgastada. O novo capítulo envolve o contrato com a Ticketmaster para administrar os ingressos do Morumbis.

O acordo prevê um adiantamento de R$ 140 milhões ao São Paulo, algo que Massis considera importante. O presidente executivo vê os recursos como necessários para quitar pendências com jogadores. Entretanto, Olten não colocou o contrato em votação no Conselho Deliberativo.

Conflito entre Massis e Olten se intensificou

O presidente do Conselho criou uma comissão com quatro conselheiros para analisar o acordo. O grupo tem três representantes da oposição e um da situação. A avaliação ocorre após questionamentos apresentados pela NewC, empresa concorrente da Ticketmaster.

A divergência expõe uma disputa política que começou após Massis assumir a presidência, em janeiro. O dirigente chegou ao cargo depois da renúncia de Julio Casares, antigo aliado de Olten. Desde então, os dois grupos passaram a protagonizar diferentes conflitos internos.

Em fevereiro, Olten convocou uma reunião extraordinária após uma denúncia envolvendo Chris Massis, filha do presidente. O caso tratava de uma suposta venda ilegal de ingressos para shows no Morumbis. O Conselho Consultivo analisou a situação, mas Massis permaneceu no cargo.

Em abril, o próprio Massis protocolou um pedido para expulsar Olten do São Paulo. A acusação citava possível gestão temerária relacionada a uma proposta de reforma estatutária. Posteriormente, uma investigação interna também levou questionamentos sobre documentos ligados ao Conselho.

A Comissão de Ética encaminhou o caso à Polícia Civil por suspeita de falsidade ideológica. Olten chegou a se afastar temporariamente do cargo para preparar sua defesa. Entretanto, o pedido de afastamento foi recusado em junho, e ele retornou à presidência do Conselho.

Em julho, o Ministério Público arquivou a investigação sobre falsidade ideológica por ausência de tipicidade penal. Logo depois, no mês seguinte, uma representação contra Massis também foi arquivada pela Comissão de Ética. O documento citava possíveis irregularidades na gestão e atraso de salários.

Enquanto isso, a eleição se aproxima e aumenta a importância de cada movimento político no clube. A escolha dos novos conselheiros ocorrerá na segunda quinzena de novembro. Já a eleição presidencial está prevista para a primeira quinzena de dezembro.

Corrida eleitoral ganha força nos bastidores

Massis ainda avalia disputar a presidência, mas não está sozinho na corrida. Adilson Alves Martins também aparece entre os possíveis candidatos. Na oposição, Olten apoiou inicialmente Rogério Caboclo, mas a candidatura perdeu força.

Com a rejeição ao nome de Caboclo, Marcelo Portugal Gouvêa passou a ser apontado como possível candidato da oposição. Nesse cenário, a disputa pelo comando do clube tende a ampliar as divergências entre os grupos. O contrato da Ticketmaster, portanto, surge como mais um capítulo da disputa.



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